"Os nossos resultados sugerem que a maioria das respostas vacinais deve ser eficaz contra a variante B.1.1.7", estima uma equipa internacional de investigadores de universidades britânicas e holandesas, em um dos dois estudos ainda não avaliado por outros cientistas.

Para avaliar a eficácia da vacina, os investigadores confrontaram em laboratório a variante inglesa com o plasma de 36 pacientes curados após sofrerem de formas graves, ou mais leves, da COVID-19.

A "maioria das amostras" conseguiu "neutralizar" a variante, embora o "poder" de neutralização tenha sido reduzido em três delas.

Num estudo preliminar separado, uma equipa de pesquisadores da BioNTech/Pfizer chegou a conclusões semelhantes, comparando o efeito do plasma de 16 participantes nos seus ensaios clínicos sobre a variante inglesa e o vírus original de Wuhan.

Os investigadores concluem uma capacidade de neutralização "equivalente" para os dois e consideram, portanto, "improvável" que a variante inglesa "escape da proteção" fornecida pela sua vacina.

Ressaltam ainda que a "flexibilidade" da tecnologia dessa vacina baseada em RNA mensageiro permite que a vacina seja adaptada a uma nova estirpe do vírus, caso necessário.

Num estudo publicado online no início de janeiro, cientistas da BioNTech/Pfizer já tinham estimado que a vacina parecia eficaz contra uma "mutação-chave" comum às variantes britânica, sul-africana e brasileira.

Essa mutação denominada N501Y está localizada ao nível da proteína Spike (espícula) do coronavírus, a ponta que fica na sua superfície e permite que ela se fixe nas células humanas para penetrá-las. Desempenha, assim, um papel fundamental na infeção viral.

Em relação à eficácia das vacinas, os especialistas estão especialmente preocupados com outra mutação, chamada E484K, que as variantes sul-africana e brasileira carregam, mas não a inglesa.

Neste contexto, é "importante continuar a monitorar as variantes e avaliar in vitro o seu impacto na neutralização" do vírus, sublinham os investigadores do primeiro estudo.

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