Investigadores da Universidade de Oxford recomendam num artigo científico publicado na revista Nature uma redução drástica no consumo de carne para evitar alterações climáticas com efeitos devastadores.

O estudo veio a público esta semana é o mais amplo já realizado sobre como os hábitos alimentares afetam o meio ambiente. Apresentadas como estando entre as principais causadoras do aquecimento global, a indústria alimentar e a criação de gado geram gases com efeito de estufa, destroem florestas e usam quantidades insustentáveis de água.

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Segundo o estudo, os países têm de reduzir em 90% o consumo de carne para evitar que o planeta entre em colapso.

Mais vegetais e menor desperdício

De acordo com dados da ONU, o mundo precisa de produzir 50% mais alimentos para sustentar quase 10 mil milhões de pessoas em 2050. Perante deste cenário, para evitar uma crise, os cientistas pedem uma mudança global nos hábitos alimentares e sugerem uma dieta baseada em vegetais, a redução do desperdício e melhores práticas agrícolas.

"Não há uma solução única e nenhuma é suficiente, mas quando implementadas em conjunto, o nosso estudo indica que é possível alimentar a população em crescimento de forma sustentável", destaca o coordenador do estudo, Marco Springmann, da Universidade de Oxford.

O estudo foi publicado apenas dois dias depois de a ONU fazer um alerta sobre a importância de limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C para evitar consequências drásticas.

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