“Esta situação está a ser revista e afigura-se como solucionada dentro de muito pouco tempo, se já não está. Todos nós reconhecemos a necessidade de haver uma equipa, do ponto de vista da enfermagem, que se dedique com particular atenção à recolha de órgãos por questões de segurança, casuística e experiência nos procedimentos”, declarou Luís Furtado à Lusa.

O responsável pela seção regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros considerou que estas condições “conferem índices superiores de qualidade e segurança aos procedimentos”, estando a ser encontrada uma solução que vai “permitir autonomizar” a parte da enfermagem na recolha de órgãos.

Recolha de órgãos suspensa desde janeiro

Na quarta-feira, o urologista Carlos Sebastião disse que a recolha não recorre desde janeiro em Ponta Delgada por “falta de entendimento” entre a equipa de enfermagem e a administração.

“Os enfermeiros entendem que deveriam ser pagos de outra forma pelo trabalho que prestam, uma vez que a recolha quase sempre ocorre de noite. Havia uma escala entre eles, mas as pessoas foram-se desinteressando porque as quantias pagas eram irrisórias e as compensações em termos de horário de trabalho também não os agradavam”, disse o coordenador hospitalar da doação de órgãos.

Segundo o dirigente dos enfermeiros, neste momento existe um valor atribuído ao procedimento de recolha, que é depois retribuído aos enfermeiros e que “mal não estaria se a frequência de recolha de órgãos fosse mais elevada”.

“O que acontece é que as pessoas estavam afetas a uma equipa e, como os procedimentos de recolhas de órgãos não são assim tão frequentes, o profissional estava a disponibilizar o seu tempo posterior ao horário na instituição sem qualquer tipo de retorno”, especificou.

Luís Furtado frisou que este facto “foi fazendo com que, gradualmente, as pessoas se fossem desvinculando desta equipa”, sem ter identificado o número de profissionais envolvidos.

Atualmente, não existe uma equipa afeta à recolha de órgãos, mas enfermeiros no bloco operatório que integram esta função.

A atividade deverá agora ser “devidamente compensada” em termos financeiros e de folgas, de acordo com o dirigente.

O gabinete de comunicação do Hospital de Ponta Delgada revelou, entretanto, que a administração recebeu, no final de fevereiro de 2016, uma proposta da equipa de enfermagem do bloco operatório que está seria apreciada hoje numa reunião.

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