"Nas primeiras sete semanas de 2020, foram identificamos 103 mortos", indicou o Centro de Controlo de Doenças da Nigéria (NCDC), nas suas últimas estatísticas publicadas na quarta-feira.

Este centro declarou que foram confirmadas 115 novas infeções na semana passada, elevando o total de casos para 586 em todo país.

A febre de Lassa é uma infecção por arenavírus frequentemente fatal e que ocorre principalmente na África Ocidental. Pode envolver sistemas de múltiplos órgãos. O diagnóstico é realizado com testes de sorologia e PCR. O tratamento é feito com ribavirina intravenosa. 

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Lagos com um caso

As autoridades sanitárias de Lagos declararam terem diagnosticado um caso a 17 de fevereiro, que está atualmente sob controlo em um hospital. Com mais de 20 milhões de habitantes, Lagos é a cidade mais populosa do país.

"Sessenta e três pessoas que estiveram em contacto com o paciente e que podem ter sido infetadas foram identificadas e estão a ser alvo de vigilância", disse o governo, no Twitter.

Endémica na Nigéria, a febre de Lassa pertence à família do vírus do ébola e Marburg, embora seja menos letal.

A transmissão acontece através das excreções de ratos, ou por contacto direto com os fluidos de uma pessoa doente. Uma vez deflagrada, a febre provoca hemorragias.

O número de casos costuma aumentar no início do ano, devido ao tempo seco.

No ano passado, a febre de Lassa matou cerca de 170 pessoas na Nigéria. Este ano, porém, o número de infetados declarados à data é maior do que no período homólogo do ano passado.

Alguns sinais e sintomas

O período de incubação da febre de Lassa é de 5 a 16 dias.

Os sintomas da febre de Lassa começam com febre gradualmente progressiva, fraqueza, mal-estar e sintomas como vómitos, diarreia, disfagia, dor de estômago; sinais e sintomas de hepatite podem ocorrer.

Durante os 4 a 5 dias subsequentes, os sintomas progridem com prostração e dor de garganta, tosse, dor torácica e vômitos. A dor de garganta se torna mais intensa durante a primeira semana; placas de exsudato brancas ou amarelas podem aparecer nas tonsilas, com frequência coalescendo em uma pseudomembrana.

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