Os três países mais afetados pelo vírus do Ébola – Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria - contabilizaram 10.004 mortes em 24.350 casos registados, desde que a epidemia surgiu na África Ocidental, no sul da Guiné-Conacri, em dezembro de 2013, indicou a agência das Nações Unidas.

Foram também registadas seis vítimas mortais no Mali, uma nos Estados Unidos e oito na Nigéria. Todos estes países foram declarados livres do vírus.

Um estudo hoje publicado na revista especializada norte-americana Science alertou hoje que a epidemia de Ébola poderá potenciar os casos de sarampo e de mortalidade infantil na África Ocidental.

Segundo peritos, os hospitais da região foram sobrecarregados com o combate ao Ébola e não conseguiram cumprir calendários e procedimentos de vacinação.

O estudo alertou que podem ocorrer cerca de 100 mil novos casos de sarampo, a par dos 127 mil casos já previstos entre crianças que não foram vacinadas contra o sarampo na Guiné-Conacri, Serra Leoa e na Libéria.

“Os efeitos secundários do Ébola nas taxas de infeção de sarampo e de outras doenças infantis podem também ser devastadores ao nível de perdas de vidas humanas”, afirmou Justin Lessler, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins e principal autor do estudo.

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