Numa nota divulgada hoje, a easyJet diz que observou um abrandamento na procura e na taxa de ocupação dos voos para as bases no norte de Itália, onde o surto de Covid-19 já matou 14 pessoas e infetou pelo menos 400.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Para diminuir o impacto do Covid-19 nas contas da companhia, a easyJet adianta estar empenhada numa “gestão de eficiência operacional e de controlo de custos em diversas áreas do negócio”, que inclui cortes nas áreas administrativas, congelamento do recrutamento, promoções e aumentos salariais, oferta de licenças não remuneradas e interrupção de formações não obrigatórias e a realocação de aviões para o verão de 2020.

“Estamos também a registar um abrandamento na procura nos restantes mercados europeus onde operamos. Como resultado, iremos cancelar alguns voos, principalmente os que entram e saem de Itália, enquanto continuaremos a monitorizar a situação, adaptando o nosso plano de voos para corresponder à procura do mercado”, refere a companhia área de baixo custo.

A empresa admite que ainda é cedo para determinar qual será o impacto do surto do Covid-19 para os negócios das companhias aéreas e do turismo e esclarece que continuará atenta a todos os desenvolvimentos, atualizando a informação junto de todos os mercados, sempre que se justifique.

“A easyJet está a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades e a seguir as diretrizes fornecidas pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação para garantir a saúde e o bem-estar dos nossos colaboradores e clientes”, afirma a companhia, lembrando que tem um grupo de trabalho multidisciplinar que reúne diariamente para garantir a eficácia de todos os processos e políticas da empresa.

A companhia aérea ‘low-cost’ diz ainda que os procedimentos que está a aplicar para lidar com doenças transmissíveis são semelhantes aos desenvolvidos durante a epidemia de SARS e outras emergências de saúde global.

A easyJet tem várias ligações de Lisboa para Itália, nomeadamente com o aeroporto de Milão.

O Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados reportados por meia centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram.

Além de 2.788 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Japão, Filipinas, Hong Kong e Taiwan. Na Europa, o Covid-19 já provocou mortes em Itália e França.

Dois portugueses tripulantes de um navio de cruzeiros encontram-se hospitalizados no Japão, um dos quais com confirmação de infeção e o outro por indícios relacionados com o novo coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

Veja em baixo o mapa interativo com os casos de coronavírus confirmados até agora

Se não conseguir ver o mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, siga para este link.

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