Cerca de duas mil pessoas estão em lista de espera, em Portugal, para um transplante renal, de modo a combater um problema que triplica as probabilidades de contração de doenças cardiovasculares, foi hoje divulgado em comunicado.
Segundo a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), estima-se que, em Portugal, cerca de 800 mil pessoas sofram de doença renal crónica.
“A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, o que leva o doente a recorrer ao médico tardiamente, já sem qualquer possibilidade de recuperação”, acrescenta.
Todos os anos surgem mais de dois mil novos casos de doentes em falência renal.
Em Portugal existem actualmente 16 mil doentes em tratamento substitutivo da função renal, dois terços dos quais em diálise e os outros já transplantados.
Cerca de dois mil aguardam em lista de espera a possibilidade de um transplante renal.
No mês em que se comemora o Dia Mundial do Coração, aquela sociedade sublinha a interligação do coração e dos rins, alertando que qualquer estilo de vida que aumente o risco de doença cardíaca aumenta também o risco de doença renal.
“As pessoas com insuficiência renal têm três vezes mais probabilidade de ter doenças do coração e, adicionalmente, a pressão arterial elevada provoca tantos dados nos rins como no coração”, afirma Fernando Nolasco, presidente da SPN.
O especialista acrescenta que “quanto mais avançada for a falência dos rins, maior é a probabilidade de haver também doença cardiovascular” e enfatiza que “o doente renal apresenta dez vezes mais probabilidades de morrer por enfarte do miocárdio”.
Andar a pé, nadar, beber bastantes líquidos e trocar o elevador pelas escadas são alguns dos conselhos deixados pela SPN para proteger o coração e os rins.
3 de setembro de 2012
 @Lusa

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