Os doentes foram transferidos de imediato para um hospital de Frankfurt, referiu o chefe do distrito de Germersheim, Fritz Brechtel, citado pela televisão pública regional SWR, que não precisou se os contagiados tinham apresentado sintomas.

Entretanto, os outros 111 retirados de Wuhan vão permanecer em quarentena no quartel das forças armadas, que foi habilitado para o efeito.

Os repatriados encontram-se divididos em grupos em três unidades fechadas, com o objetivo de minimizar o risco de contágio.

O avião aterrou no sábado à tarde no aeroporto de Frankfurt com 124 passageiros a bordo a bordo vindos de Wuhan, fez escala em Helsínquia para reabastecer e trocar de tripulação, na sequência de as autoridades russas terem revogado a autorização de pousar num aeroporto moscovita por “falta de recursos em terra”.

Onze pessoas foram transferidas para um hospital de Frankfurt, uma delas por suspeita de contágio e outras 10 por outras razões médicas não relativas ao coronavírus.

Os restantes 113 foram transportados em autocarros até ao quartel de Germersheim onde deverão passar 14 dias em quarentena, sempre e quando não se produza um novo positivo, o que alarga para outras duas semanas o isolamento.

No avião viajavam 124 passageiros, entre eles 100 alemães, 22 chineses, um cidadão norte-americano e outro romeno. Entre eles estavam 21 crianças menores de sete anos.

As autoridades sanitárias alemãs confirmaram no sábado um oitavo contágio de coronavírus, um homem de 33 anos, trabalhador de uma empresa na Baviera (sul) na qual foram detetados casos anteriores a este.

A China elevou hoje para 304 mortos e mais de 14 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As Filipinas anunciaram também hoje a morte de um cidadão de nacionalidade chinesa, vítima de uma pneumonia causada pelo coronavírus, a primeira vítima fatal fora da China.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

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