Um grupo de doentes com paramiloidose faz hoje uma vigília, junto ao Ministério da Saúde, para mostrar ao Governo que “não podem esperar mais pela disponibilização do medicamento Tafamidis em Portugal”.

Paula Dourado, da Póvoa de Varzim, é um dos elementos que vai participar nesta ação e explicou à Lusa que “os doentes estão cansados de promessas não cumpridas e dos sucessivos atrasos na introdução do fármaco em Portugal”.

“Não podemos esperar mais”, frisou.

O medicamento aguarda apenas que o Governo português o disponibilize através do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Mas este processo tem esbarrado em problemas financeiros, porque os laboratórios Pfizer, que adquiriram os direitos do fármaco, apontam que o tratamento de um doente com paramiloidose (PAF) seja de cerca de 130 mil euros por ano.

Paula Dourado lembra que esta doença é “mortal e rara”, sendo que este medicamento é “o primeiro com resultados no tratamento desta doença”.

Por isso, apesar do prazo estabelecido pelo ministro da Saúde “ter expirado a 21 de março”, altura em que o Governo já teria uma resposta sobre a introdução ou não do fármaco, a doente lamenta que, quase um mês depois, “o impasse se mantenha”.

Paula Dourado sublinha que “para alguns doentes, já com a doença a avançar para situações limite, é tempo de dizer basta, porque está em causa a luta pela sua sobrevivência", sendo que "não estão dispostos a ficar sentados, enquanto alguém joga com as suas vidas dentro dos gabinetes”.

A desmobilização deste movimento, que começa ao final da tarde, “só acontecerá depois de os doentes obterem uma resposta definitiva por parte do Governo”, avisou Paula Dourado.

17 de abril de 2012

@Lusa

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