30 de janeiro de 2013 - 15h20
O desejo de um fumador acender um cigarro pode ser dominado através da utilização de campos magnéticos no cérebro, revela estudo japonês e canadiano.
Os cientistas descobriram que as zonas do cérebro envolvidas na obtenção de prazer quando se fuma são ainda mais extensas do que se pensava. Segundo o estudo, publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences, quando o fumador sabe que pode fumar dá-se uma conexão mental que aumenta significativamente o desejo de o fazer. 
“Os comissários de bordo que fumam sentem mais desejo de fumar assim que se aproximam do solo, não importa qual seja a duração do voo”, explica o investigador Takuya Hayashi, à agência France Presse.
Os investigadores descobriram que interrompendo aquela conexão – através de estimulação magnética – o fumador fica com mais capacidade para controlar os seus desejos.
“As descobertas podem levar ao desenvolvimento de tratamentos para o vício do tabaco”, garante Takuya Hayashi, explicando que o estudo permitiu localizar as partes exatas do córtex frontal que estão envolvidas no processo de obtenção de prazer.
Hayashi, do RIKEN Centre for Molecular Imaging Science do Japão, salienta que a investigação “mostra que o desejo de fumar não tem apenas a ver com o facto de o fumador estar a ficar sem nicotina”.
As imagens obtidas através de ressonância magnética mostram que duas zonas no córtex frontal – a parte do cérebro que controla a tomada de decisões – interagem e aumentam o desejo de fumar assim que o fumador tem consciência de que é possível fazê-lo. 
O estudo contou com um equipa japonesa e outra equipa canadiana, liderada por Alain Dagher, do Montreal Neurological Institute da Universidade McGill.
SAPO Saúde

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