Na quinta-feira, o Ministério da Saúde assegurou a manutenção da unidade de neonatologia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), ao contrário da proposta de um grupo de trabalho, a qual está em consulta pública até ao final deste mês.

A Rede de Referenciação Hospitalar em Saúde Materna, da Criança e do Adolescente propõe o fecho da unidade de neonatologia do hospital alentejano, o que deixaria o Alentejo sem uma unidade de neonatologia com cuidados intensivos neonatais.

"Só posso deixar de estar satisfeito e verificar que, na verdade, se criou, em parte, um alarme que não correspondia, de maneira nenhuma, à vontade do atual Governo", afirmou à agência Lusa o deputado do PS Norberto Patinho.

O parlamentar socialista realçou que o documento apresenta "uma série de sugestões", mas referiu que o grupo de trabalho responsável pelo estudo "claramente nunca iria influenciar o atual Governo" para o fecho do serviço de neonatologia.

Também em declarações à Lusa, o deputado do PSD António Costa da Silva mostrou-se satisfeito por "haver uma resposta positiva" por parte do Governo socialista, mas disse ser necessário "aguardar para se ver se é uma realidade ou não".

"Se existe essa garantia política, significa que valeu a pena manifestarmo-nos contra essa situação, que era desastrosa para a região", assinalou, lembrando que o seu partido questionou "oportunamente" o ministro da Saúde sobre o assunto.

Do lado do PCP, o líder parlamentar e deputado eleito por Évora, João Oliveira, disse à Lusa que a garantia do Governo sobre a manutenção da neonatologia do HESE "era a decisão que se impunha" perante aquela proposta.

"Não faz sentido que, com a perspetiva de construção de um novo hospital central, ele viesse a ser diminuído na sua carteira de valências e serviços", frisou, assinalando que o PCP "procurou dar um contributo" para esta decisão do Governo.

No comunicado, o Ministério da Saúde disse pretender, "de forma tranquila, aguardar pelo fim do período de discussão pública do documento técnico [30 de junho], para avaliar e integrar as propostas que sejam pertinentes, na defesa do interesse público".

Mas, acrescentou o ministério, "manifestando desde já uma clara intenção política de não retirar a cirurgia pediátrica, nem a neonatologia do hospital de Évora".

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