"Recebemos mulheres de todo o país numa casa de emergência cedida pela empresa municipal Figueira Domus", disse à agência Lusa Joaquim Garcia Cristino, presidente da delegação, que completa em abril 100 anos de existência.

Salientando tratar-se de números “assustadores”, o responsável refere que a casa da Figueira da Foz é uma das três unidades nacionais da Cruz Vermelha de apoio às mulheres vítimas de maus tratos, juntamente com as de Póvoa de Varzim e Amadora.

Durante o período de acolhimento, serão realizadas diligências como apresentação de queixa na PSP, serviços de saúde, acompanhamento à Medicina Legal, Segurança Social, Centro de Emprego e a consultas médicas", explicou.

Apesar da importância deste serviço de apoio, iniciado em 2013, com apoio da Segurança Social, a atividade central da delegação da Cruz Vermelha da Figueira da Foz continua a ser a unidade de emergência, que, no último ano, efetuou quase 4.000 serviços.

Com 60 voluntários e cinco funcionários permanentes e uma frota de cinco ambulâncias, um jipe, uma carrinha de transporte e um barco, assegura o socorro 24 horas por dia.

A delegação da Figueira da Foz da Cruz Vermelha dispõe ainda de um Centro Comunitário, no qual funciona um refeitório social com capacidade para 75 pessoas, que serve almoços durante os sete dias da semana, uma lavandaria e uma loja social.

O maior desafio que se coloca no futuro, segundo o presidente Joaquim Cristino, "é a incerteza da continuidade dos programas governamentais, cujos apoios estão a diminuir e podem levar ao encerramento de alguns dos serviços".

A delegação da Figueira da Foz conta, no total, com 19 funcionários, e um orçamento anual de quase 520 mil euros.

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