As posições europeias foram hoje expressas pelo Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, numa conversa por telefone com o diretor-geral da agência, Tedros Adhanom Gebreyesus.

O chefe da diplomacia europeia “transmitiu o forte apoio da UE à OMS neste momento crítico e reiterou a necessidade de prosseguir o trabalho conjunto através do sistema multilateral para combater a pandemia” da covid-19, indica um comunicado do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE).

Segundo o comunicado do corpo diplomático da UE, Borrell e Gebreyesus “debateram a situação atual, o trabalho importante da OMS para travar a propagação do vírus, e concordaram na necessidade de um investimento coletivo global em medidas de preparação para fazer face a esta e a futuras pandemias”.

“As vulnerabilidades existentes devem ser cuidadosamente abordadas e não devem ser poupados esforços para as corrigir. O Alto Representante manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de suspender o seu financiamento à OMS e comprometeu-se a trabalhar no sentido de mobilizar recursos adicionais”, indica o SEAE.

O Serviço de Ação Externa recordou que “a UE já se comprometeu em disponibilizar 114 milhões de euros em resposta ao apelo da OMS para responder a esta pandemia”.

Na quarta-feira, Borrell já lamentara “profundamente” a decisão dos Estados Unidos de suspender o financiamento da OMS, escrevendo numa publicação na sua conta oficial na rede social Twitter que “não há razão que justifique esta medida”, numa altura em que o trabalho da agência “é mais do que nunca necessário para ajudar a conter e mitigar a pandemia covid-19”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que vai suspender a contribuição do país à OMS, justificando a decisão com a “má gestão” da pandemia de covid-19.

“Ordeno a suspensão do financiamento para a Organização Mundial da Saúde enquanto estiver a ser conduzido um estudo para examinar o papel da OMS na má gestão e ocultação da disseminação do novo coronavírus”, declarou o Presidente norte-americano.

Donald Trump considerou que “o mundo recebeu muitas informações falsas sobre a transmissão e mortalidade” da doença covid-19 por parte da OMS, instituição para a qual, referiu, os Estados Unidos contribuem com “400 a 500 milhões de dólares por ano” (entre 364 e 455 milhões de euros), em oposição aos cerca de 40 milhões de dólares (mais de 36 milhões de euros), ou “ainda menos”, que estimou que fosse o investimento da China naquela organização.

O Presidente dos EUA já tinha ameaçado, na semana passada, suspender a contribuição financeira para a OMS, acusando a organização de ser demasiado “pró-chinesa”, nas decisões que toma no combate à pandemia.

A decisão da Casa Branca mereceu também já reparos por parte do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que defendeu que este "não é o momento de reduzir o financiamento das operações" da OMS, “ou de qualquer outra instituição humanitária que combata o vírus" responsável pela pandemia da covid-19.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 137 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 450 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos (30.985) e mais casos de infeção confirmados (639 mil). Seguem-se Itália (21.645 mortos, em 165.155 casos), Espanha (19.130 mortos, 182.816 casos), França (17.167 mortos, 147.863 casos) e Reino Unido (12.868 mortos, 98.476 casos).

Em Portugal, morreram 629 pessoas das 18.841 registadas como infetadas.

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