Perante estes novos surtos locais, Berlim, que assumiu a presidência semestral rotativa do Conselho da UE no passado dia 01 de julho, também alertou para o perigo de uma segunda vaga de infeções pelo novo coronavírus no espaço europeu.

“A maioria dos Estados-membros conseguiu conter a pandemia, mas os surtos que estão a surgir mostram que o vírus está lá", afirmou o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, durante uma videoconferência com os seus homólogos comunitários.

É necessário "fortalecer” o ECDC, o que implica fornecer mais recursos humanos, equipamentos e meios económicos, defendeu Jens Spahn na reunião com os ministros da Saúde dos 27 da UE, realçando que esta questão deverá ser “definida" nos próximos meses.

Segundo frisou o representante alemão, o aparecimento destes novos surtos não é um acontecimento “isolado”, que ocorreu apenas em alguns países ou que derivou de uma gestão específica da atual crise sanitária, mas é uma situação generalizada “com maior ou menor intensidade” que está a verificar-se em quase toda a área que já tinha sido afetada pela pandemia da doença covid-19.

O fortalecimento do ECDC – um organismo da UE que tem sede em Estocolmo – terá de implicar um maior investimento em estruturas e recursos, mas também terá de envolver a criação de normas, relativas à proteção de dados pessoais, que irão possibilitar uma otimização da coordenação e do intercâmbio de informações entre os Estados-membros do bloco comunitário.

O alemão Jens Spahn prestou declarações à comunicação social em conjunto com os ministros da Saúde de Portugal e da Eslovénia, Marta Temido e Tomasz Gantar, respetivamente, países que compõem o atual trio de presidências da UE.

O trio é formado pela Alemanha, que preside ao Conselho desde 01 de julho, Portugal, que liderará o bloco europeu no primeiro semestre de 2021, e Eslovénia, no semestre seguinte.

Em junho passado, o Governo português, por ocasião do endosso político do programa do trio para os próximos 18 meses, apontou que os três países darão particular atenção à dimensão social da crise da covid-19.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 584 mil mortos e infetou mais de 13,58 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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