O trabalho, liderado por investigadores das universidades de Hull e York, no Reino Unido, analisou mais de 50 estudos produzidos entre 2014 e 2020 para aferir os níveis de contaminação por micropástico no mundo em peixes, crustáceos e moluscos.

Segundo a metanálise, os moluscos apresentam 0-10,5 microplásticos por grama, os crustáceos 0,1-8,6 e os peixes 0-2,9.

Os moluscos recolhidos na costa da Ásia são os mais contaminados, indiciando que esta zona é a mais poluída por plástico em todo o mundo.

“Os microplásticos foram encontrados em vários órgãos, como intestinos e fígado. Moluscos como ostras, mexilhões e vieiras são consumidos inteiros, enquanto os peixes maiores apenas uma parte”, afirmou, citado em comunicado da Universidade de York, um dos autores do trabalho, Evangelos Danopoulos.

De acordo com o investigador, um passo fundamental para se compreender o impacto da poluição marinha por microplásticos (partículas minúsculas de lixo plástico) na saúde humana, ainda desconhecido, é saber quais as concentrações que são ingeridas pelas pessoas quando consomem moluscos, crustáceos ou peixes.

“Podemos começar por verificar a quantidade de peixes, moluscos e crustáceos consumidos e medir a quantidade de microplásticos nessas espécies”, assinalou Evangelos Danopoulos.

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