A incidência acumulada na Alemanha é hoje de 222,7 novas infeções por 100 mil habitantes a sete dias, face à de 220,3 no sábado, 215 de sexta-feira, 220,7 na semana anterior e 439,2 há um mês, em plena quarta vaga da pandemia.

As autoridades de saúde alemãs relataram 12.515 novas infeções em 24 horas e 46 mortes com ou de covid-19, em comparação com 10.100 e 88 na semana anterior, enquanto o número de casos ativos ronda os 636.200, de acordo com dados do Instituto Robert Koch (RKI) de virologia, atualizados na madrugada passada.

O RKI alerta, porém, que os dados podem estar incompletos devido à menor atividade de testagem e de notificação de casos durante os feriados de Natal e da passagem de ano, pelo que, nestes dias, os números irão dar um panorama incompleto da situação epidemiológica do país.

De acordo com o estatístico Christian Hesse, citado pela agência Efe, o pico da quinta onda causada pela variante Ómicron “ainda está para vir”.

“Mas agora, em alguns estados federados, como a Baixa Saxónia, a variante Ómicron é dominante. Numa semana estará em toda a Alemanha”, disse.

De acordo com o relatório semanal da última quinta-feira do RKI, na semana de 20 a 26 de dezembro a variante Ómicron representou 17,5% das infeções – com grandes diferenças regionais – e a Delta ainda respondeu por 82,3% dos casos.

Até ao último dia do ano, 74,2% da população (61,7 milhões de pessoas) tinha sido vacinada na Alemanha, 71,2% (59,2 milhões) com o esquema completo, e 38,7% (32,2 milhões) já tinha recebido a dose de reforço.

Assim, 21,5 milhões de pessoas – 25,8% da população – permanecem não vacinadas, sendo que quatro milhões (4,8%) têm menos de quatro anos, pertencendo, por isso, a um grupo etário para o qual ainda não há vacina aprovada.

Em declarações ao jornal alemão ‘Bild’, o ministro da Saúde voltou a manifestar a sua preocupação com os não vacinados, face ao início da quinta vaga provocada pela Ómicron, e sublinhou a eficácia contra esta variante de uma primeira dose da vacina.

Segundo Karl Lauterbach, “muitos não vacinados têm a sensação de que, de qualquer forma, já perderam o comboio”, mas “não é assim”, pois “a primeira dose da vacina reduz drasticamente o risco de morrer logo após 14 dias”.

“Apelo a todos: vacinem-se. Com o aumento das primeiras doses administradas podemos efetivamente diminuir o número de mortes com o coronavírus na vaga causada pela Omicrón”, afirmou.

O governante apelou também à população para que continue a usar máscara, salientando que, com a Ómicron, este meio de proteção é ainda mais eficaz, porque a carga viral dos infetados é menor com esta variante do que com outras.

“É essencial que usemos máscara quando contactamos com outras pessoas. Isto é especialmente verdadeiro nas salas de aula. Usar uma máscara de forma consistente é uma necessidade absoluta em todas as salas de aula”, sustentou Lauterbach.

As aulas começam na segunda-feira em seis dos 16 estados federados da Alemanha e a meio da semana em outros dois, enquanto os alunos dos restantes ‘Länder’ voltam às escolas na semana seguinte, após as férias de Natal.

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