O sindicato saudou, em comunicado, a inclusão dos professores e trabalhadores não docentes nos grupos integrantes da fase 1 de vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2, anunciada hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e apelou novamente à divulgação de um plano de regresso às escolas.

“Designadamente as datas em que se iniciarão as atividades presenciais em cada nível e grau de ensino”, especificou o secretariado nacional do sindicato de professores, frisando que “sendo esta uma medida muito importante, não pode ser única”.

“Testagem frequente, que também está a ser organizada, e reforço das medidas de segurança sanitária como o distanciamento físico” são outras medidas essenciais defendidas pela Fenporf que, frisa, não dispensam “a colocação de assistentes operacionais e a criação de melhores condições para a limpeza e desinfeção adequadas às exigências da pandemia”.

“A vacinação dos profissionais e trabalhadores das escolas não se destina, apenas, a proteger um grupo que, na sua atividade, interage com um elevadíssimo número de pessoas, mas a contribuir para que, sendo retomado o ensino presencial, não tenhamos alunos a ficar temporariamente sem aulas e para que as escolas não voltem a encerrar”, acrescenta o comunicado.

A Fenprof considera que “o pior que poderia acontecer” seria regressar, pela terceira vez, ao ensino à distância, uma vez que “já ninguém duvida que os meios telemáticos não são humanizáveis”, que “os défices de aprendizagem se agravam” e que “as desigualdades entre alunos se tornam ainda mais profundas”.

“Aliás, não é por acaso que organizações como a UNESCO, a UNICEF ou a Internacional de Educação recomendam aos estados a vacinação dos profissionais e trabalhadores das escolas”, sustenta a organização sindical, após lembrar que já “em janeiro” tinha proposto ao Ministério da Educação a inclusão dos professores no grupo prioritário de vacinação.

A DGS incluiu hoje os professores e o pessoal não docente nos grupos prioritários da fase 1 para a vacina contra a covid-19.

Estão abrangidos os que trabalham nos estabelecimentos de ensino e educação e nas respostas sociais de apoio à infância dos setores público, privado e social e cooperativo, "de acordo com o plano logístico que será implementado", esclareceu a DGS.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.611.162 mortos no mundo, resultantes de mais de 117,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.595 pessoas dos 811.306 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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