Na conferência de imprensa diária, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que as idades das pessoas internadas nos cuidados intensivos “acompanha a tendência geral e são sobretudo pessoas idosas".

“Temos centrado muito a nossa atenção nas idades pediátricas”, precisou, acrescentando que “estão a ser atenciosamente acompanhadas todos os dias”.

Segundo Graça Freitas, as notícias “são muito boas” e as crianças que são internadas, mesmo as que entram com um quadro clinicamente grave e complexo, “têm tido uma capacidade enorme de recuperação e a maior parte está no domicílio e muitas foram dadas como curadas”.

A diretora-geral da Saúde frisou que, em idades pediátricas, as situações “têm evoluído muito bem”.

Em relação aos adultos jovens, Graça Freitas afirmou que o internamento em unidades de cuidados intensivos tem sido sobretudo determinado pela “condição clínica”, designadamente “doentes com uma morbilidade basal muito grave”.

“Os internamentos em intensivos acompanham, mais ou menos, a distribuição etária dos óbitos”, frisou ainda.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

A faixa etária mais afetada é a dos 40 aos 49 anos (2.058), seguida dos 50 aos 59 anos (2.033), dos 30 aos 39 anos (1.671) e dos 60 aos 69 anos (1.491).

Há ainda 162 casos de crianças até aos nove anos, 276 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e nas idades entre os 20 e os 29 anos há 1.179 casos.

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