“A entrega de milhares de milhões de doses de uma vacina que deve ser transportada e armazenada num estado ultracongelado para todo o mundo de forma eficiente vai envolver desafios logísticos extremamente complexos em toda a cadeia de abastecimento”, reconhece o presidente executivo da IATA, Alexandre de Juniac, em comunicado hoje divulgado.

Observando que “embora o desafio imediato seja a implementação de medidas de teste de covid-19 para reabrir fronteiras sem necessidade de recorrer à quarentena”, o responsável vinca que a aviação tem de “estar preparada”, em termos logísticos, para quando uma vacina estiver pronta”.

E foi para assegurar que “a indústria de carga aérea está pronta para apoiar a entrega, transporte e distribuição em grande escala de uma vacina” para a covid-19 que a IATA divulgou hoje orientações ao setor, definidas em colaboração com a Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA), Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), entre outras entidades.

“A orientação inclui um repositório de normas e diretrizes internacionais relacionadas com o transporte de vacinas e será atualizada regularmente à medida que a informação for sendo disponibilizada à indústria”, explica a IATA na nota de imprensa.

Em concreto, as diretrizes apontam a necessidade de “os governos restabelecerem a conectividade aérea para assegurar a disponibilidade de capacidade adequada para a distribuição de vacinas” e de assegurar “instalações ultracongeladas em toda a cadeia de abastecimento”, que terão de ser geridas por “pessoal treinado para lidar com vacinas sensíveis ao tempo e à temperatura”.

Acresce que “as aprovações regulamentares atempadas e o armazenamento e desalfandegamento pelas autoridades aduaneiras e sanitárias serão essenciais”, bem como a adoção de “disposições para garantir que as remessas permanecem seguras contra adulterações e roubos”.

Tais diretrizes para a aviação de carga foram divulgadas no dia em que a farmacêutica norte-americana Moderna disse que a sua vacina poderá ser 94,5% eficaz, de acordo com dados preliminares dos estudos clínicos em curso.

Este anúncio foi feito uma semana depois de a norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech terem revelado dados provisórios sobre a sua vacina contra o novo coronavírus, que indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos.

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