Numa assembleia-geral da ONU para analisar a evolução da epidemia, o secretário-geral Ban Ki-moon apontou como fator positivo uma "descida significativa" do número de casos, mas pediu para que se aumentem os esforços para "terminar a tarefa".

O coordenador das Nações Unidas para a luta contra a doença, David Nabarro, afirmou também que a ONU precisa de recursos adicionais para ajudar os países africanos a erradicar a doença.

Perante a assembleia-geral da ONU , Nabarro disse que foram recolhidos 600 milhões de dólares (mais de 520 milhões de euros) até ao momento, quando as necessidades estimadas são de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros).

O mesmo responsável anunciou que a ONU vai publicar esta semana um primeiro relatório sobre a utilização dos fundos recolhidos para a luta contra o Ébola, numa altura em que mais de 90% do dinheiro já foi distribuído.

Segundo David Nabarro, são necessários fundos adicionais para apoiar os esforços dos governos de cada país, com o objetivo alcançar “zero casos”.

Já o secretário-geral da ONU sublinhou que se tem conseguido “evitar as piores possibilidades”, apontando ainda para uma “descida significativa do número de novos casos nos três países mais afetados”: Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri.

A epidemia de Ébola na África Ocidental, a mais grave desde que o vírus foi identificado em 1976, começou em dezembro de 2013 no sul da Guiné-Conacri.

Até ao momento, já foram identificados 9.200 mortos vítimas da doença, um número que a Organização Mundial da Saúde considera subestimado.

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