Esse olhar pode ser de intimidação, admiração ou compaixão e detetá-lo é algo surpreendente, por isso a ciência tenta encontrar respostas para o que parece ser uma espécie de sexto sentido, escreve a BBC.

Os investigadores no campo na neurociência julgam que se trata de uma habilidade sustentada por uma complexa rede neurológica, baseada numa combinação de fatores, como a evolução do olho humano, a evolução da comunicação e os instintos de defesa e sobrevivência.

Contrariamente a outros animais, o ser humano tem a parte branca do olho - a esclera - consideravelmente maior. Na maioria das espécies, a pupila toma conta de praticamente todo o olho, para não chamar a atenção dos predadores, mas também para que as presas não saibam que estão na mira.

Nos humanos, o branco dos olhos permite rapidamente determinar a direção do olhar de outra pessoa. Podemos definir, com bastante precisão, se o olhar está centrado à direita, esquerda, acima, abaixo ou diretamente para nós. E não precisamos estar de frente para essa pessoa: podemos, por exemplo, avaliar, ainda que de forma menos precisa, a direção de um olhar com a visão periférica.

Colin Clifford, professor de Psicologia da Universidade de Sidney, na Austrália, acredita que um indivíduo vai querer prestar atenção ao que pode ser uma ameaça. "É uma estratégia do ser humano", comenta, referindo-se ao instinto de sobrevivência do Homem que ao longo do tempo dependeu da cooperação com outros indivíduos.

Será da esclera evoluída?

Por outro lado, biólogos sugerem que a esclera evoluiu para melhorar as habilidades de comunicação, frisa a televisão britânica.

Um estudo publicado pela revista científica Current Biology, em 2013, conclui que existe uma predisposição para o ser humano achar que está a ser observado. Uma das primeiras coisas que detetamos em que nos rodeia é a posição da cabeça e do seu corpo. Se algum deles está posicionado na nossa direção e, particularmente, de forma pouco natural, isso motivo alerta no cérebro. O caso mais óbvio é quando o corpo de alguém está na direção contrária, mas a sua cabeça está voltada para nós.

Ainda assim, a habilidade de detetar um olhar curioso ainda é um mistério para a ciência.

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