Pesquisas recentes permitiram descobrir que a mutação do gene EGFR, uma das causas biológicas associadas a cerca de 15 por cento dos cancros do pulmão de não pequenas células (CPNPC) - neoplasia que representa 85 por cento do total de casos de cancro do pulmão -, é um factor preditivo de resposta a determinados fármacos.

De acordo com pesquisas internacionais, uma das causas associadas ao desenvolvimento do cancro do pulmão de não pequenas células é a mutação do gene EGFR.

Presente em cerca de 15 por cento dos doentes de cancro de pulmão de não pequenas células, a mutação daquele gene é uma das responsáveis pela formação da neoplasia, tendo-se descoberto recentemente que essa mutação é um factor de preditivo de melhor resposta a determinados fármacos. Num futuro muito próximo, esta descoberta poderá revolucionar o tratamento destes doentes, proporcionando-lhes um período maior de sobrevida.

Através de uma análise complexa, é possível determinar se o doente possui a mutação daquele gene. Estes avanços científicos equivalem, hoje, ao que há 15 anos ocorreu no campo da investigação do cancro da mama, e que permitiram, mais tarde, encontrar terapêuticas adequadas para reduzir, cada vez mais, a taxa de mortalidade associada ao cancro da mama.

Esta é uma descoberta que vai permitir avançar ainda mais na compreensão de uma doença que, actualmente, é a mais mortífera entre os vários tipos de cancro.

O cancro do pulmão é a quarta causa de morte em Portugal – 3500 mortes por ano. Entre 85% e 90% dos doentes com cancro do pulmão são ou foram fumadores. No nosso país, a taxa de incidência estimada em 2006 era de 44,5 casos/100.000 para o sexo masculino, de 11,7 casos/100.000 para o sexo feminino.

Na Europa, a estimativa do número de casos de cancro do pulmão diagnosticados em 2006 foi de 386.300, com 334.800 mortes no mesmo período de tempo (20% do total de mortes por cancro) atribuídas à doença, o que indica, para além de uma elevada mortalidade, uma baixa taxa de sobrevivência.

No mundo, anualmente, são diagnosticados 1.35 milhões de cancros no pulmão, sendo que 3.000 pessoas morrem diariamente com esta doença.

O tabagismo é um dos principais factores de risco. Num fumador, aumenta entre 10 a 40 vezes a probabilidade de contrair a doença. Segundo os especialistas, a idade de início dos hábitos tabágicos é determinante para o desenvolvimento do cancro no pulmão, pois na adolescência ainda se encontram muitas células em crescimento, potenciando o aparecimento futuro da neoplasia. Porém, também aqueles que estão em contacto permanente com o fumo do cigarro ou com outras substâncias carcinogénicas podem, igualmente, desenvolver a doença.

Tosse, dispneia, toracalgia, hemoptises (expectoração com sangue), pneumonite, perda de peso, fadiga generalizada, anorexia, febre e anemia, são os sintomas que poderão apontar para um diagnóstico de cancro do pulmão.

De acordo com António Araújo, médico oncologista e investigador do Grupo de Estudos de Cancro do Pulmão e presidente da Associação Pulmonale; “Quando diagnosticado a tempo, o cancro do pulmão pode ser tratado com sucesso.

Se observarem alguns dos sintomas, tais como agravamento ou persistência de tosse e/ ou de expectoração, especialmente quando esta contém sangue, surgimento ou agravamento de falta de ar, deverão contactar de imediato o seu Médico de Família”.

2010-05-31

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