A presidente do conselho de administração do CHO, Ana Paula Harfouche, disse esta terça-feira à agência Lusa que "a articulação com os Agrupamentos de Centros de Saúde Oeste Norte e Oeste Sul é um dos compromissos para cumprir até ao final do ano", no âmbito do contrato-programa assinado em abril.

A articulação com os ACES Oeste Norte e Oeste Sul vai passar, numa primeira fase, pelo cruzamento do historial clínico dos utentes e pelo reencaminhamento progressivo dos doentes para os centros de saúde, à medida que for resolvida a falta de médicos de família.

"Se o médico da urgência souber que o doente fez uma TAC [Tomografia Axial Computorizada] há dois dias ou há dois meses não irá pedir outra TAC", exemplificou, alertando para as poupanças económicas e para a redução das radiações provocadas no doente e nos profissionais aquando da realização do exame.

Com a articulação, o CHO pretende “desentupir” as urgências de Caldas da Rainha e Torres Vedras e reduzir as listas de espera das consultas externas hospitalares.

"Temos 530 episódios em média e só 20% são urgentes. Há um grande trabalho a fazer nos próximos anos", afirmou Ana Paula Harfouche.

Ir à urgência “por uma gripe já não se justifica quando o doente tem o centro de saúde que lhe dá resposta. Se a gripe se prolongar por mais de três dias, então deve recorrer à urgência", exemplificou a administradora.

O CHO, do qual fazem parte os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, serve 293 mil habitantes dos concelhos do Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche, Torres Vedras e parte de Alcobaça e de Mafra.

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