"Consideramos que inicialmente o BE e o PAN quiseram retirar dividendos políticos desajustados desta suposta ‘novidade em torno da canábis' e consideramos ainda que ‘a montanha pariu um rato', pois a lei aprovada é contrária às suas propostas mais radicais. Foram por isso derrotados", defendeu o CDS-PP, em comunicado.

10 benefícios científicos comprovados da canábis terapêutica
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Na quarta-feira, a comissão de Saúde aprovou, com os votos a favor do PS, BE e PSD e a abstenção do PCP e CDS-PP, o texto final do projeto-lei sobre utilização da canábis para fins medicinais, que reforça o papel do Infarmed e introduz a possibilidade de o laboratório militar contribuir para a produção destes medicamentos.

O CDS-PP quis sublinhar, no comunicado, que se está "muito longe" do que inicialmente BE e PAN propunham, e "que se reafirmam os pressupostos de segurança, proteção dos cidadãos e vigilância pelo Infarmed do processo de preparação e venda dos derivados da canábis enquanto medicamento".

"Desde a primeira hora que a posição do CDS foi clara: era fundamental acautelar a segurança dos portugueses e distinguir a utilização medicinal - como um medicamento, sujeito a todos os procedimentos que isso mesmo obriga - do consumo recreativo, o que não estava acautelado nas propostas iniciais em causa", sustentam os centristas.

O CDS alega ainda que "a evidência científica disponível sobre a utilização da canábis não a apresenta como valor acrescentado enquanto medicamento, a não ser em situações muito restritas"

"A audição na especialidade de reputados especialistas de várias áreas confirmou o que tínhamos dito e veio ditar alterações nas propostas originais, culminando (…) na aprovação em comissão de uma lei que vai, no fundamental, de encontro ao que o CDS sempre tinha dito", declaram.

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