Uma queda na temperatura pode provocar o aumento do número de pessoas com ataques cardíacos, garantem pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Cada descida de um grau centígrado em qualquer época do ano está associada a mais 200 pessoas susceptíveis de sofrerem uma paragem cardíaca, revela um estudo divulgado no British Medical Journal.

O estudo refere que há mais ataques cardíacos no Inverno e que as temperaturas muito frias afectam o coração, pois aumentam a pressão arterial e as probabilidades de coagulação do sangue.

Idosos, entre 75 e 84 anos, e os que sofrem de doenças cardíacas são particularmente vulneráveis e devem tomar medidas para se manterem aquecidos quando as temperaturas descem, aconselham os pesquisadores.  Todos os anos, no Reino Unido, cerca de 141 mil pessoas têm um ataque de coração, 86 mil das quais morrem. Uma em cada três sucumbe antes de chegar ao hospital.

O líder da pesquisa, Krishnan Bhaskaran, disse que os resultados mostram que "o frio contínuo experimentado no Reino Unido, no último Inverno, deve ter provocado um desconhecido, mas significativo número de mortes".

Ele e os colegas estudaram os registos de 84.010 vítimas de ataques cardíacos que, entre 2003 e 2006, deram entrada em hospitais de 15 locais da Inglaterra e do País de Gales e avaliaram as temperaturas diariamente nessas áreas e outros potenciais factores explicativos, como a poluição do ar e a gripe.

"Não podemos provar que o frio provoca o aumento de ataques cardíacos, mas mesmo depois de controlar os outros factores, descobrimos que eles também não explicam a ligação, portanto, ficamos com o frio", disse.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que tomavam aspirina regularmente tiveram um risco reduzido de ataque cardíaco.

 A British Heart Foundation anunciou que o estudo mostrou que as pessoas em risco de um ataque cardíaco durante o tempo frio devem tomar precauções, como estar em locais aquecidos e usar chapéu para minimizar a perda de calor corporal através da cabeça.

Um cardiologista consultor da unidade de pesquisa cardiovascular biomédica da Universidade de Sheffield, disse que o estudo não muda a maneira de os pacientes serem tratados.  "Embora interessantes, os resultados não provam que temperaturas mais baixas causem ataques cardíacos directamente", adiantou.

Fonte: British Medical Journal

2010-09-07

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