“É um caso muito raro, mas que nos afeta muito, é um momento emocionalmente muito difícil porque envolve uma criança”, disse o microbiologista Emmanuel André, na conferência de imprensa diária sobre a covid-19, em que o número de mortes aumentou para 705 na Bélgica (na véspera eram 513).

“Atravessamos esta epidemia de modo solidário e vamos ultrapassá-la”, salientou, numa altura em que a Bélgica regista 876 novos casos confirmados por testes de laboratório, num total de 12.760 desde os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus, no início de março. 

O calvário de uma mãe que perdeu a filha de 16 anos infetada por coronavírus
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Em Portugal, está a ser investigada a morte de um jovem de 14 anos, infetado com o vírus SARS-CoV-2, que era portador de uma doença autoimune.

As autoridades de saúde da Bélgica reportaram ainda mais 485 hospitalizações (4.920), com mais 94 pacientes nos cuidados intensivos (1.021) – estando agora as camas destinadas a pacientes da covid-19 com uma ocupação média de 53% - mas há três províncias, incluindo a de Bruxelas, em que o número de casos se aproxima do limite da capacidade dos hospitais.

“Todos os dias há um número importante de doentes que entram nos cuidados intensivos e chegaremos ao ponto de saturação, mas estamos preparados para esse momento, sublinhou André.

As autoridades registaram 168 altas hospitalares no país, para um total de 1.696, salientando que estas pessoas podem gradualmente regressar às suas vidas, mantendo o confinamento obrigatório, dado que ficam imunes ao vírus.

As autoridades belgas indicam que as pessoas que tenham de sair do país apresentem às autoridades um documento que ateste a razão pela qual querem atravessar a fronteira.

A Bélgica adotou medidas de confinamento em meados de março e que, para já, vão vigorara até 19 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 148.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia. 

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O continente europeu, com mais de 413 mil infetados e mais de 26.500 mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 11.591 mortos em 101.739 casos confirmados até segunda-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 7.340, entre 85.195 casos de infeção confirmados, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (164.610).

Em Portugal, segundo o balanço feito ontem pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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