O canal auditivo externo, coberto por pele, possui glândulas ceruminosas, produtoras de cerúmen, produto necessário para o bom funcionamento do ouvido, já que o protege de infeções locais. Habitualmente, não há necessidade de removê-lo. A pele do canal migra para o exterior, arrastando-o, assim como qualquer produto aí presente. No entanto, «algumas pessoas, por razões de ordem hormonal, segregam muito cerúmen, havendo necessidade de retirá-lo para que a sua acumulação não provoque surdez», explica Eurico de Almeida.

Este médico, especialista em otorrinolaringologia, alerta para o facto do cotonete ser o pior instrumento para a sua remoção. «Em vez de remover o cerúmen, empurra-o, podendo provocar surdez por impactação», alerta. Eurico de Almeida sublinha, ainda, que os sprays e gotas, muito publicitados, não têm qualquer eficácia na resolução deste problema. «A sua correta extração deverá ser feita por um profissional de otorrinolaringologia, variando de pessoa para pessoa a periodicidade da necessidade de remoção do mesmo», adverte.

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