"Todas as grandes marcas estarão presentes, com algumas exceções. Há novas marcas e um desejo pelo físico, o espetáculo", após meses de confinamento e restrições, explicou à AFP o presidente executivo da Federação de Alta Costura e Moda, Pascal Morand.

Não é um regresso total: das 97 grandes marcas inscritas no calendário oficial, entre 27 de setembro e 5 de outubro, apenas um terço convida o público para os seus desfiles. E os participantes deverão apresentar passe sanitário.

Saint Laurent, a primeira grande casa a deixar o calendário oficial durante a crise da COVID-19, para mostrar o seu desacordo com o frenesim das semanas da moda, regressa à sua programação habitual na terça-feira, com um desfile.

Dior, Chanel, Hermès, Louis Vuitton também optaram por desfiles presenciais, como Givenchy, que apresentará o primeiro desfile do seu novo diretor artístico, Matthew Williams.

O americano traz um toque rebelde, com correntes e cadeados, à histórica marca francesa, que é a personificação do chique aristocrático.

A Balenciaga, que vestiu na semana passada Kim Kardashian com um vestido preto integral na Met Gala em Nova Iorque, também reunirá os seus fãs para um desfile "real".

Entre a realidade e o virtual

Outros criadores, como a francesa Marine Serre, optaram pela apresentação online, como o belga Dries Van Noten. Durante o confinamento, os dois estilistas lançaram um manifesto, apoiado por centenas de pequenas marcas, a favor de uma moda mais ecologicamente responsável.

"Essa dualidade do físico e do virtual vai ficar. O digital não era modismo. Enriquece a Semana da Moda", avalia Pascal Morand.

Muitas empresas multiplicaram os projetos em relação ao mundo digital, como Balenciaga, que acaba de anunciar uma parceria com a plataforma de jogos online Fortnite.

Neste jogo, muito popular entre os mais novos, aparecerão vestidos, mochilas e ténis da linha Triple da Balenciaga, que também lançará uma edição limitada de produtos "físicos".

Entre as grandes ausências estarão Celine, liderada pelo estilista Hedi Slimane, que considera as semanas da moda obsoletas, e Stella McCartney, da gigante do luxo LVMH.

A Off-White, marca do americano Virgil Abloh, que também é responsável pelas coleções masculinas da Louis Vuitton, abandonou o calendário há várias temporadas.

"É uma minoria e pode corresponder a desejos muito particulares dos criadores", diz Pascal Morand.

Um desfile de homenagem ao israelita-americano Alber Elbaz, diretor artístico da Lanvin, que morreu com COVID-19 em abril, encerrará o evento parisiense.

E o espetáculo não acontecerá apenas nas passerelles de Paris.

A partir de 30 de setembro, o Museu de Artes Decorativas (MAD) receberá uma exposição dedicada a Thierry Mugler, o pioneiro dos desfiles.

Jean Paul Gaultier, que deixou a moda em 2020, apresentará na Cinemateca de Paris uma exposição a partir de 6 de outubro em que "desfilará" vestidos de filmes que marcaram o mundo da moda.

E o Palazzo Galliera, um museu da moda, comemora os 100 anos da revista Vogue Paris com uma gala de abertura a 2 de outubro.

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