Ambas as empresas eram as últimas do grupo de luxo Kering que ainda usavam peles de animais nos seus itens.

A precursora do grupo Kering foi a Gucci, que anunciou em outubro de 2017 que deixaria de usar peles a partir das coleções primavera-verão de 2018. O exemplo foi seguido por Balenciaga, Bottega Veneta e Alexander McQueen.

Há vários anos, várias marcas de luxo, como a Chanel, deixaram as peles de lado.

Em março deste ano, a organização de defesa dos animais Peta organizou um protesto em frente a uma loja da Saint Laurent em Paris, depois de um anúncio publicitário. Nele, a modelo Kate Moss usava um casaco de pele de raposa.

"Consideramos que matar animais que não vão ser comidos estritamente para usar a sua pele não corresponde ao luxo moderno, que deve ser ético, de acordo com o seu tempo e com os debates sociais", disse a diretora de desenvolvimento durável do grupo Kering, Marie-Claire Daveu, à Agência France-Presse (AFP).

"Somos influentes no setor de luxo. Lançamos tendências. Por isso, consideramos que faz parte da nossa responsabilidade que as coisas avancem", alegou.

O grande grupo francês de luxo LVMH disse à AFP, por sua vez, que está a dar às suas empresas do mundo da moda a liberdade de "continuar a usar peles para oferecer (aos seus) clientes, que assim desejarem, produtos feitos da forma mais ética e mais responsável possível". Ressaltou, no entanto, que está proibido o uso de peles "de espécies em perigo".

A rede americana de lojas de departamento Macy's parou de vender peles no início de 2021, e a marca Canada Goose, conhecida pelos seus anoraks - um tipo de casaco com capuz -, vai parar de comprar peles de coiote a partir de 2022.

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