A t-shirt à marinheiro

Esta é uma das imagens de marca do estilista, que se inspirou na roupa que usava na infância. A t-shirt à marinheiro transformou-se num elemento do vestuário unissexo, e nos desfiles é usada em várias versões, tanto curta como vestido longo.

Os artistas Pierre e Gilles imortalizaram o estilista vestido com a sua roupa preferida e um bouquet de margaridas nas mãos. A camisola às riscas aparece até no frasco do perfume "Le Mâle", que começou a ser vendido em 1995.

Homens de saia

Crítico dos clichés de moda relacionados com a sexualidade, Jean Paul Gaultier causou sensação ao criar saias para homens na sua coleção "E Deus criou o Homem" em 1984. Segundo o próprio, "a masculinidade de um homem não está na roupa, a sua virilidade está na mente".

A saia aparece em vários tecidos para confrontar melhor os códigos do masculino e do feminino. E a sua arte para jogar com os papéis de género torna-se manifesto quando veste o homem com estampados escoceses, como um kilt.

O corpete cónico de Madonna

Um corpete da sua avó fez com que se interessasse por essa peça. Jean Paul Gaultier começa a comprar "bustiers" com enchimentos cônicos nas lojas e decora-os com cruzes militares. A partir de 1980 começa a costurá-los e transformá-los em peças de roupa.

Jean Paul Gaultier vai deixar a moda. O seu último desfile realiza-se em Paris na Semana da Moda de Alta Costura
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Quando Madonna pede que faça o figurino da sua turné "Blond Ambition Tour" em 1990, o corpete rosado com seios pontiagudos usado pela estrela transforma-se num sucesso mundial.

Modelos fora do comum

Jean Paul Gaultier gosta da diferença e vê beleza em todos os lugares. Nos anos 1980, publicou um anúncio no jornal Libération: "Estilista inconformista procura modelos atípicas. Pessoas com o rosto disforme, não se abster".

Rompendo com os símbolos da beleza em voga para modelos, desfilou mulheres com excesso de peso, de meia-idade e que não fossem caucasianas. Foi quem lançou Farida Khelfa, a primeira modelo de origem magrebina que alcançou o sucesso.

Também levou para passerelle a exuberante cantora americana Beth Ditto (ex-membro do grupo de rock Gossip), a pin-up Dita Von Teese, a travesti Conchita Wurst, a cantora Mylène Farmer. A maioria dos seus desfiles são em tom festivo e muito coloridos.

O Quinto Elemento

A mente criativa de Jean Paul Gaultier também chegou ao teatro e às salas de cinema. Como quando reinventou os fatos do músico Yvette Horner.

Os figurinos para o cinema são os mais lembrados, como o look de Victoria Abril em "Kika", de Pedro Almodóvar (com quem Jean Paul Gaultier colaborou várias vezes), os fatos de "A Cidade das Crianças Perdidas", de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet, além de "O Quinto Elemento", de Luc Besson. Nesse filme, que se transformou num clássico da ficção científica, despe Milla Jovovitch com um macacão minimalista, feito com tiras de tecido branco. Já o laranja escolheu para todos os outros lugares, como as roupas de Bruce Willis, o cabelo de Milla e os uniformes dos funcionários do McDonald's.

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