O último dia da 44ª edição da Modalisboa foi marcado pelo desfile de Filipe Faísca. A sua coleção de outono/inverno 2016 'Darling' recebeu uma ajuda extra de nove meninas, oito delas em tratamento no Instituto Português de Oncologia (IPO). O final do desfile ganhou ainda mais destaque com a participação das 8 meninas em palco. De mãos dadas com as modelos encerraram o desfile com um sorriso na cara, deixando o público muito emocionado com o momento. É importante referir que 30% da venda de cada peça da coleção será doada à FROC (Fundação Osório e Castro) e que as mesmas contêm estampagens de desenhos criados pelas meninas.

Antes do desfile de Filipe Faísca, teve lugar, na Casa da Balança, o desfile de Awaytomars e Nair Xavier, da plataforma LAB. O coletivo Awaytomars criou uma coleção que abordou a dinâmica entre o tempo, a verticalidade e a perceção do consumidor, numa coleção masculina, pintada por azuis, cinzas e brancos. De seguida Nair Xavier tentou encontrar a juventude eterna, através das suas propostas para o próximo outono/inverno, numa coleção que pretendeu trazer geometria ao look masculino.

Por volta das 17h foi a vez da Angolana Nadir Tati mostrar a sua coleção e fazer a sua estreia na Modalisboa. "Liberdade nos 40 anos de Independência" foi um coleção que pretendeu mostrar a mulher africana como independente e ao estilo de uma diva. Um pouco mais tarde, foi a vez de Kolovrat trazer macro e micro ao palco da Modalisboa. As linhas clássicas são suavemente influenciadas por camadas artesanais que criam adornos lúdicos, usando escalas diferentes de modo a influenciar a forma, silhuetas e texturas que nos lembram as relações fascinantes de micro/macro.

A marca Saymyname, da designer Catarina Sequeira, trouxe "Six degrees of separation", ou seja, é a teoria de que tudo e todos estão conectados, a seis ou menos passos de distância. Se as blusas oversize continuam na identidade da marca, os vestidos de corte justo ao corpo torna-se mais uma vez opção às peças extra large. As malhas voltaram em força para esta estação, com a sua componente de conforto e cair democráticos a conferir às peças um look desportivo em modelos mais sofisticados. Grandes bolsos com pregas e em rede, faixas frontais torcidas em tecidos variados, assimetrias geométricas, ribs numa componente mais desportiva são os detalhes mais evidentes.

Por volta das 21h30, já com uma hora de atraso, foi a vez dos homens de Nuno Gama invadirem a passarelle e nos contarem uma nova versão da epopeia 'Os Lusíadas'. O designer tem como hábito criar um grande espétaculo e desta vez não foi diferente: além das dezenas de modelos em passarelle, também foi possível contar com alguns animais a abrilhantar a 'história'. Estes heróis corporizam uma silhueta vigorosa de jogos de contra e sobreposição de volumes, em epopeicas camadas, históricas e que contrastam desde o fitted ao oversized, redesenhando assim a silhueta, mas sem sair dos atuais códigos de vestuário. Orientados pelas estrelas, rumam viagem numa obscuridade repleta de negro e de tons muito escuros, por vezes iluminados pelos reflexos da lua ora prata ora dourados. Um corajoso vermelho escuro relembra-nos de que massa somos feitos e que a língua Portuguesa é a nossa Pátria. Assim sendo, o desfile terminou com o hino português, cantado por todos os modelos e seguido à letra pelo público.

Pedro Pedro foi o designer escolhido nesta edição para fechar a sala de desfiles que nos deu a conhecer as principais tendências nacionais para o próximo outono/inverno. O estilista deu grande destaque às fazendas e malhas, num estilo elegante mas descontraído, num desfile que teve um concerto ao vivo de Moullinex e Xinobi

Veja agora o dossier da 44ª edição da Modalisboa, com todos os desfiles e as propostas dos diferentes designers para o outono/inverno de 2016.

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