É uma das celebridades emergentes no Instagram mas nunca ninguém se irá cruzar com ela na rua ou em qualquer outro sítio. Shudu Gram, a primeira supermodelo digital do mundo, é uma criação do fotógrafo Cameron-James Wilson de 28 anos. Já são mais de 58.000 os que a seguem na rede social das fotografias mas não passa de uma figura em 3D. "Criá-la ajudou-me a lidar com uma série de coisas que eu estava a viver", justifica.

"Não posso dizer que a criei com um determinado objetivo. Fi-lo porque me apeteceu", afirmou em entrevista à jornalista Isiuwa Igodan. Numa primeira fase, a manequim nem sequer tinha nome. "Pouco depois da conceber, estava a falar com uma rapariga de África do Sul chamada Mitondo Masaninga. Falei-lhe deste projeto, ela adorou. Como a inspiração foi uma tribo desse país, pedi-lhe uma sugestão", recorda o britânico.

"Ele sugeriu-me Shudu. Foi perfeito", considera o fotógrafo, que recorreu a técnicas de 3D, a recursos digitais e ainda a tutoriais do YouTube para materializar a sua ideia de perfeição feminina. "Ela é uma fantasia que está a tentar ser real", considera. Muitos acusam, contudo, Cameron-James Wilson de racismo. "Um fotógrafo branco encontrou uma forma de lucrar com uma mulher negra sem ter de lhe pagar", acusa @hodayum.

"Podia ter contratado uma modelo negra e fotografava-a", critica Grace Victory no Twitter, onde o assunto tem gerado polémica. "Isto é arte digital. O homem é um artista", considera, todavia, Kosi Hendricks, uma internauta de origem africana. "É estúpido pensar que isto é racismo. É só arte", afirma também Ksenia Lisova, outra das intervenientes no debate. Veja, de seguida, as fotografias de Shudu Gram que fazem furor.

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