Através do Facebook ou do Instagram, as pessoas passaram a aceder aos estabelecimentos comerciais sem sair casa.

Em declarações à agência Lusa, a responsável pela Boutique Sol (https://www.facebook.com/boutiquesol9), localizada em Viana do Castelo, explica que a carteira de clientes triplicou com os diretos ‘online’.

“Adquiri clientes que não tinha, ganhei mais clientes, porque havia pessoas que não sabiam que a loja existia”, diz Rosa Alves, que afirma que o ‘online’ “foi uma boa aposta”.

Com roupa de mulher e homem para várias faixas etárias, a lojista indica que tenta fazer dois diretos por semana de 02:15/02:30 e explica que não tem de pagar ao Facebook pela transmissão.

“Até à data ninguém me exigiu nada. Eu coloco [os vídeos] na minha página. […] Tento fazer em cada semana pelo menos dois diretos. Agora, como estou [com a loja] aberta ao postigo de segunda-feira a sábado, tento fazer ao domingo ao final do dia”, realça, sublinhado que já está mais inserida na nova técnica de venda.

Rosa Alves, que vende sobretudo para aquele concelho do Alto Minho, admite que continuará a fazer diretos, depois de reabrir totalmente a loja ao público.

“Vou fazer. É uma questão de adaptação, porque os diretos é uma questão de estar atenta. Em vez de estar a anotar no computador, faço-o diretamente na etiqueta da roupa, marco o nome da pessoa”, diz.

Também no mesmo distrito, em Ponte de Lima, encontra-se a SPARKLE (https://www.facebook.com/sparkleonline.pt), uma loja que já vendia ‘online’ e aproveitou a onda dos diretos para se inovar.

“Durante a pandemia já não chega o ‘online’, não chegam só as fotos. A única solução que arranjámos foram os diretos, porque não podemos ficar para trás”, refere Ana Gomes, responsável pela loja.

Segundo a lojista, as vendas na Internet dispararam e na reabertura do comércio ao postigo realizou diretos em quatro dias consecutivos, lembrando que prepara encomendas todos os dias para vários pontos do país e até para a França e para a Suíça.

“Apesar de ser uma coisa que nos corta muito, muito tempo, acho que nós podemos ser gratos por aquilo que os fazem. […] O nosso dever é continuar com os diretos”, assegura Ana Gomes, observando que as pessoas têm procurado mais o comércio local.

Se por um lado há lojas completamente inseridas nos diretos nas redes sociais, por outro ainda há quem resista à exposição mediática, como é o caso da Duetto Di Trapo, em Ponte de Lima, que tenta chegar aos clientes através das publicações no Instagram (https://www.instagram.com/duettoditrappo/).

“Nós não fazemos diretos. Nós somos daquelas que só fazem fotografias para o Instagram. Só colocamos fotografias. Tentamos fazer mais publicações agora do que aquilo que fazíamos. Ao haver mais publicações há mais ‘feedback’ das pessoas”, diz a sócio-gerente, Sofia Gonçalves, recordando que ainda não ganhou coragem para iniciar as vendas em direto.

Segundo Sofia Gonçalves, o último confinamento obrigou a trabalhar mais as vendas ‘online’ através das fotografias, mas sem ainda migrar para os diretos no Facebook.

“Os diretos ainda não conseguimos, mas temos vontade de os fazer. Ainda não ganhámos coragem. Acho que temos de ter alguma preparação, então acabamos por adiar. Estamos a ponderar”, acrescenta.

Por seu lado, a cadeia de lojas de roupa Samipe (https://www.facebook.com/samipe.fashion), em Santa Maria da Feira (Aveiro), só não se adaptou às vendas em direto nas redes sociais, como já investe em equipamento de vídeo.

“Estamos a investir em equipamento para o novo conceito de negócio. Não é simplesmente fazer com o telemóvel. Já temos uma estrutura por detrás e estamos a montar equipamentos para manter os diretos a funcionar”, diz Miguel Ferreira, explicando que os diretos são “um meio de publicidade muito forte”.

Segundo o proprietário do grupo de lojas, constituído por quatro estabelecimentos comerciais, com os diretos conseguiu atingir um marcado que ainda não havia sido explorado: o das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

“Conseguimos atingir um mercado novo que não estávamos a alcançar. Estamos a vender para França, Suíça, Inglaterra e Estados Unidos. Conseguimos atingir um mercado que não tínhamos. Não mercado em língua estrangeira, mas, sim, os nossos emigrantes”, indica.

Dois meses após ter sido imposto um novo confinamento para controlar a covid-19 em Portugal, puderam reabrir em 15 de março as lojas de comércio local de bens não-essenciais para venda ao postigo, assim como os cabeleireiros, as manicures, as livrarias, o comércio automóvel, a mediação imobiliária, as bibliotecas e arquivos.

As lojas até 200 metros quadrados (m2) com porta para a rua deverão reabrir em 05 de abril, segundo o plano de desconfinamento a “conta-gotas” apresentado pelo Governo em 11 de março e que começou a ser aplicado em 15 de março.

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