Beyoncé na capa da Vogue. Este rapidamente se tornou num dos temas do momento, após a cantora ter revelado, nas suas redes sociais, algumas das fotografias da produção.

Pela quarta vez a protagonizar uma das publicações mais ilustres do mundo, a cantora não posou apenas numa sessão excêntrica e criativa. Ao 'folhear' a capa, os leitores mergulham num relato de vida inédito daquela que é uma das maiores estrelas da atualidade.

Além de ter assumido o papel de criativa, a artista realizou um feito histórico para a publicação, que já conta com 126 anos de existência. Beyoncé quis ser fotografada por Tyler Mitchell, tornando o jovem, de 23 anos, o primeiro fotógrafo negro a 'assinar' uma capa da Vogue.

"Há tantas barreiras culturais e sociais que eu gosto de fazer o que posso para equilibrar o terreno, para apresentar um ponto de vista diferente para as pessoas que sentem que a sua voz não é importante", afirmou, lembrando o início da sua carreira, quando lhe disseram que dificilmente seria protagonista de uma capa de revista por ser negra. "Porque as pessoas negras não vendem", ouviu aos 21 anos.

Atualmente com 36, Beyoncé deu o rosto pela edição mais importante do ano com mais um trabalho onde derruba muros e constrói laços. Mas ainda há muito por fazer, lembra.

Pelas "próprias palavras": A ascendência de escravos

Esta é uma entrevista reveladora do borbulhar de emoções e ideias de uma mulher que é um mundo. Beyoncé tem habituado os fãs e a indústria da música a trabalhos cada vez mais elaborados e complexos, onde revela todas as fragilidades do percurso que a colocou nas bocas do mundo. Mas são também as suas fragilidades que ficam aqui em evidência e é possível perceber o porquê de, na capa, se ler pelas "próprias palavras".

A 'queen B' revelou que descobriu recentemente ser "descendente de um dono de escravos que se apaixonou e casou com uma escrava". Uma informação que, confessa, "teve de processar ao longo do tempo".

A artista abriu ainda o coração para fazer algumas revelações sobre a sua família, "uma linhagem de relações homem-mulher mal sucedidas, de abuso de poder e desconfiança". E este foi o mote para a abordagem de problemas que enfrentou mais recentemente, nomeadamente a traição do marido, Jay-Z, que veio a inspirar os álbuns 'Lemonade' e '4:44', de Beyoncé e do rapper respetivamente.

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