As estrias são lesões cicatriciais lineares visíveis que resultam da rutura das fibras de colagénio e de elastina presentes na derme e que dão sustentação à pele. "A rutura destas fibras deve-se, sobretudo, ao estiramento a que a pele fica sujeita quando há um aumento rápido de volume numa zona particular do corpo", esclarece Constança Furtado, dermatologista. Segundo esta especialista, "a predisposição genética, familiar, é também importante no seu aparecimento". Podem classificar-se, basicamente, em cinco tipos.

1. Estrias de distensão simples

São as mais frequentes e são provocadas por alterações bruscas de peso.

2. Estrias da puberdade

São originadas pelas alterações hormonais e de peso que ocorrem nesta fase.

3. Estrias dos desportistas

Muito comuns nos desportistas, surgem como consequência do aumento rápido de massa muscular.

4. Estrias da gravidez

Segundo a dermatologista, "são muito frequentes no abdómen e nas mamas das grávidas e devem-se às alterações hormonais e aumento de volume durante a gestação". A socialite norte-americana Kim Kardashian, após o nascimento da primeira filha, North West, queixou-se delas no peito.

5. Estrias de origem endócrina

Causadas por factores hormonais ou doenças como a diabetes e a síndrome de Cushing.

6. Estrias de origem iatrogénica

Resultantes de um tratamento com medicamentos ou substâncias que interferem com a formação de colagénio, como é o caso dos corticoides.

Como prevenir e como tratar as estrias

A hidratação diária com produtos emolientes adequados é fundamental para a manutenção de uma pele saudável porque, como refere Constança Furtado, "permite manter a funcionalidade da barreira hidrolipídica e aumentar a elasticidade cutânea que impede que as fibras de colagénio e elastina se quebrem quando têm que suportar um aumento de volume dos tecidos que sustêm".

A hidratação da pele é particularmente útil na prevenção e atenuação das estrias da gravidez, dado que neste período não estão indicadas outras medidas terapêuticas que visem corrigir as estrias. "Os retinoides tópicos estimulam as células da derme a produzir novas fibras e determinam um alisamento da epiderme. Associados a um creme emoliente são uma boa opção terapêutica", indica a dermatologista.

Outros tratamentos que podem ser úteis são a dermoabrasão, os peelings químicos e técnicas de resurfacing com laser, sempre associados a uma boa hidratação. No caso das estrias recentes, o laser vascular tem bons resultados. Hoje em dia, estão também disponíveis tratamentos de carboxiterapia, uma injeção de dióxido de carbono medicinal, além de mesoterapia sem agulhas.

Este procedimento passa pela introdução de substâncias ativas nas camadas profundas da pele através de estímulos elétricos, que têm como objetivo a estimulação da formação de novo colagénio. No início de 2018, Kim Kardashian revelou ter recorrido a um tratamento a laser para eliminar as estrias do peito. "Os laser CoolBeam são os melhores para remover cicatrizes, estrias e outras imperfeições da pele", garantiu.

Texto: Madalena Alçada Baptista e Luis Batista Gonçalves (edição digital) com Constança Furtado (dermatologista)

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