A aprendizagem exige tempo. Não basta decorar meia dúzia de conceitos ou mecanizar umas quantas soluções de exercícios para dizer que se aprendeu. Aprender é sobretudo relacionar conceitos, os que já se aprenderam com os novos, é levantar questões, é duvidar, é raciocinar, é descobrir soluções.

Em suma é adaptar toda a estrutura de conhecimento, integrando a nova informação. Lembras-te quando aprendeste a andar de bicicleta ou a conduzir? Todas as atrapalhações iniciais foram aos poucos ultrapassadas e integradas em novos movimentos, que se foram automatizando. Hoje em dia, provavelmente, já não tens que pensar como te vais equilibrar quando andas de bicicleta, nem que tens de carregar na embraiagem ao mesmo tempo que a mudança entra. É automático, faz parte de ti.

A aprendizagem é ilimitada. Pode-se sempre aprender um pouco mais acerca de qualquer assunto. Pode-se sempre melhorar, aperfeiçoar e aprofundar o que já se aprendeu, dependendo do interesse que se tem pela matéria, a sua importância para a formação geral, o grau de exigência do professor, a relação com matérias de outras cadeiras, etc. É importante estabelecer objectivos e planear o estudo de acordo com estes factores.

As dificuldades e a frustração são inerentes à aprendizagem. Quem aprende sem sentir dificuldades, não está a aprender. Provavelmente, só está a assimilar conhecimentos que serão rapidamente esquecidos.

A verdadeira aprendizagem ocorre quando se ultrapassam as resistências e dificuldades próprias de algo novo que está a ser integrado. Errar é ter oportunidade de se aprender com o erro.


Como já deves estar a ver, o que te vamos dizer a seguir é prepara-te para estudar com a devida antecedência. Só na época de exames, não chega. Sentir todas estas frustrações e dificuldades quando está próxima uma avaliação só vai aumentá-las e criar ansiedade e angústia. Aprender é um processo que leva tempo e cada um tem o seu ritmo próprio. A ansiedade complica este processo e dispensa-se.

No entanto, estudar não precisa de ser um processo doloroso e chato. Estudar com motivação e gosto por aprender, encarando e ultrapassando desafios dá prazer. Aprender a rir das dificuldades e dos erros e lidar com sentimentos de falta de confiança e frustração torna-te mais maduro e capaz de encarar futuros desafios. Por isso, integra o estudo na tua vida.

Planeia actividades de lazer e diversão de modo equilibrado e diversificado. Não tens de deixar de fazer o que te dá prazer. Pelo contrário, aprendemos tanto melhor, quanto melhor nos sentimos connosco próprios. O prazer e a diversão são das coisas mais importantes da vida e também fontes de aprendizagem.

Tem em consideração a maneira como aprendes melhor. Há pessoas que aprendem mais facilmente ouvindo, outras lendo, outras, ainda, experimentando. Há pessoas que gostam de estudar sozinhas e outras que gostam de estudar com colegas, conversando e tirando dúvidas. Há os que aguentam longas horas a estudar e há os que precisam de fazer muitos intervalos para “digerir” e “arejar”. Se não sabes quais são as tuas preferências, descobre o quanto antes. Mas cuidado, não te enganes a ti próprio. Se em grupo só consegues falar de tudo menos de estudo e distrais-te com os outros, então, provavelmente, estás a evitar confrontar-te com a tarefa. O que é mais confortável muitas vezes é um evitamento.

Envolve-te activamente no teu processo de aprendizagem. Planeia actividades que te permitam aplicar ou aprofundar o que aprendeste. Procura pistas que te ajudem a compreender os assuntos que estás a estudar. Coloca e testa hipóteses. Mantém presente e pensa no que estás a aprender.

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