É o primeiro estado norte-americano a permitir legalmente que as crianças consideradas “maduras” possam ir sozinhas para a escola. O Utah, no Sudoeste dos Estados Unidos, aprovou este mês de maio uma lei que faz suspirar de alívio todos os pais que reclamavam há muito a falta de liberdade para educarem os seus filhos para a autonomia sem se sentirem culpados por isso.

A polémica começou há uma década quando a jornalista Lenore Skenazy escreveu uma coluna de opinião no New York Sun confessando que deixava o filho de 9 anos ir sozinho, de transportes públicos, para a escola, no centro de Nova Iorque.

Na altura, Skenazy falou de valores como a confiança e a necessidade de criar autonomia para justificar a sua decisão, e explicou que isso não significava que estivesse a abandonar o filho à sua sorte, já que o rapaz levava consigo o passe, um mapa e dinheiro (para o caso de ter de ligar à mãe de um telefone público). A história provocou um turbilhão de reações exacerbadas, com acusações a colarem à jornalista o rótulo de mãe “negligente”.

Dez anos depois, Skenazy, que foi contactada pelos promotores da iniciativa no Utah, reagiu assim à nova lei: “Os americanos estão cansados ​​de ter de superproteger os filhos por medo de que um simples voto de confiança possa ser interpretado como negligência”.

A lei foi aprovada por unanimidade e não é muito específica no que toca à idade. Os legisladores definiram apenas que a criança deve ser “madura o suficiente para realizar este tipo de atividade sozinha”.

O estado do Arkansas procurou implementar uma lei semelhante em 2017, mas o Senado acabou por chumbar a iniciativa.

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