“Isso não pode continuar (…) as escolas devem ser os últimos lugares a encerrar e os primeiros a reabrir”, defendeu James Elder, porta-voz Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), durante uma conferência de imprensa em Genebra,

O porta-voz também reconheceu que a escolha, entre abrir ou deixar encerradas as escolas, às vezes é difícil para as autoridades.

“A reabertura das escolas não pode esperar até que os alunos e professores estejam vacinados”, disse Elder, acrescentando que os Governos e doadores devem “proteger o orçamento da educação”, apesar das dificuldades económicas causadas pela pandemia da doença SARS-CoV-2.

Enquanto as crianças no hemisfério norte ainda estão a gozar férias de verão, no leste e no sul de África, 40% de todas as crianças em idade escolar estão a ser privadas da escola, acrescentou o responsável da ONU.

Em todo o continente africano, que vive um forte surto de pandemia há vários meses, a UNICEF estimou que 32 milhões de crianças viram as suas escolas serem encerradas ou não voltaram quando os estabelecimentos foram reabertos.

A isso, soma-se os 37 milhões de crianças que estavam fora da escola antes da pandemia.

Na região da Ásia-Pacífico quase metade das escolas encerrou por mais de 200 dias e na América Latina e no Caribe, que viram tempos recordes de encerramento, as escolas em 18 países estão ainda totalmente ou parcialmente encerradas devido à pandemia, referiu ainda Elder.

“A educação, a segurança, os amigos e a comida foram substituídos por angústia, violência e adolescentes grávidas”, declarou o porta-voz, que citou o exemplo do Uganda, onde a gravidez entre crianças e jovens entre 10 e 24 anos aumentou 20% entre março de 2020 e junho deste ano.

Já o ensino à distância está fora do alcance de um terço dos alunos do mundo.

No sudeste da Ásia e no Pacífico, 80 milhões de crianças não tiveram acesso a ensino à distância enquanto as suas escolas estavam encerradas.

As escolas no Uganda, por exemplo, ficaram fechadas por 306 dias e apenas 0,3% das famílias tinham uma conexão com a Internet.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.169.966 mortos em todo o mundo, entre mais de 194,6 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

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