Uma participação positiva de pais e educadores nas atividades que as crianças desenvolvem na internet, em vez de uma orientação restritiva, pode reduzir a exposição aos riscos ‘online’, segundo dados de um relatório a que a Lusa teve acesso. O relatório do projeto “EU Kids Online”, com sede na London School of Economics and Political Science (LSE) - que será lançado na terça-feira, Dia Europeu da Internet Segura -, analisa as estratégias que reduzem os riscos e danos sentidos ‘online’ pelas crianças, baseando-se em entrevistas a 25 mil crianças (com idades entre os nove e os 16 anos) e pais, em 25 países europeus. De acordo com o documento, a “o uso de estratégias de mediação ativa por parte dos pais – por exemplo, realizar atividades ‘online’ em conjunto ou encorajar a criança a aprender coisas por si mesma, mas mantendo-se disponível para ajudar – reduz a probabilidade de as crianças serem expostas aos riscos ‘online’, em todas as idades”, segundo um comunicado da equipa da “EU Kids Online” III. Já as mediações parentais restritivas, como a proibição de consultar determinados ‘sites’, “serão mais eficientes a reduzir a probabilidade de se ser incomodado ou perturbado ‘online’ em todas as idades”. A limitação do uso da internet acaba também por reduzir as “oportunidades ‘online’, como aprendizagens, comunicação, participação e diversão”. Do universo de pais entrevistados, 89 por cento afirmou impor regras aos filhos sobre a divulgação de informações pessoais ‘online’ e 59 por cento disse ficar perto das crianças quando estas estão na internet. De acordo com o relatório, 15 por cento dos pais afirmaram ter alterado a sua abordagem face à segurança na internet devido ao facto de alguma coisa ter perturbado os filhos, enquanto um quarto reconhece ser bastante (23 por cento) ou muito (cinco) provável que os filhos venham a deparar-se com problemas nos próximos seis meses. Entre as crianças inquiridas, dois terços afirmaram que os seus pais sabem bastante (32 por cento) ou muito (36 por cento) sobre o que fazem ‘online’. Mais de dois terços das crianças que participaram nas entrevistas consideraram que a mediação dos pais é útil. Cinco por cento afirmaram que “gostariam muito” e 10 por cento que gostariam “um pouco” que os pais se interessassem mais pelo que fazem ‘online’.
6 de feverero de 2012

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