No mundo, existem 378 milhões de crianças com problemas de visão. Dessas, 20% ainda não usam um sistema correto de visão e 80% pertencem a países asiáticos. Os números foram hoje avançados por Eduardo José Silva, médico oftalmologista, professor da Faculdade de Medicina de Coimbra, chefe do Centro de Excelência de Doenças Genéticas Oculares e Sector de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo dos Hospitais da Universidade de Coimbra e investigador do Instituto Biomédico para a Investigação da Luz e da Imagem (IBLI) nas áreas da genética do desenvolvimento ocular e da patologia genética da retina, durante a apresentação de uma nova coleção de óculos infantis.

«O número de crianças com problemas de visão está a aumentar», assegura o especialista, que também integra a Sociedade Mundial de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo. «Uma em cada seis crianças tem defeitos visuais e aproximadamente 15% dos erros refrativos exigem uma correção oportuna», adverte o médico, que não poupa críticas à falta de acompanhamento visual da maioria das crianças, à semelhança do que sucede em países como os EUA.

«As autoridades de saúde norte-americanas preconizam três rastreios. O primeiro entre os 12 e os 18 meses, um segundo aos três anos e um terceiro aos seis anos. Nada disto está implementado em Portugal», lamenta o docente e investigador, que elogia a nova coleção de óculos infantis Kids by Safilo que o maior produtor mundial de hastes e de lentes acaba de introduzir em Portugal. «Veio colmatar necessidades que até hoje foram deixadas ao acaso», assegura.

Inovações grandes para olhinhos pequenos

Desenvolvidos em parceria com um grupo de crianças, os seis modelos da colecção Kids by Safilo são mais leves, apesar de mais resistentes, mais estáveis e mais seguros. Em conformidade com as normas da Sociedade Mundial de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, incluem hastes com acabamento reto que evitam pressão atrás da orelha e sobre o ouvido, um arco anti-traumático sem partes expostas que possam ferir a criança e uma borracha macia no interior das hastes e na zona do nariz.

Além de reduzir a pressão, esta inovação evita vermelhidões. Nos modelos para os 0 a 3 anos, não há dobradiças mas, sim, juntas macias em borracha, mais flexíveis. Garantir um assentar correto sobre a glabela e não sobre a cartilagem do nariz foi outra das preocupações durante o processo de desenvolvimento. Para estabilizar a montagem, foi desenvolvida uma faixa em elastómero macio. As formas e as dimensões das frentes também foram projetadas para cobrir adequadamente o campo de visão.

«As crianças olham muito mais para cima do que para baixo e, para que exista a correção certa da visão, não deve haver a possibilidade de espreitar por fora das lentes», justifica a empresa no folheto promocional da coleção. Em Portugal, a nova linha, que inclui seis gamas, integra 24 modelos. Além de uma gama unisexo para os 0/2 anos e de uma unisexo para os 2/4 anos, contempla duas para os 5/6 anos (rapaz e rapariga) e duas para os 7/8 anos (rapaz e rapariga). O preço de venda recomendado ao público é de 85 €.

Texto: Luis Batista Gonçalves

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