Com o início das aulas, voltam as filas de trânsito para levar os filhos às escolas. As conclusões do estudo referem que 57% dos inquiridos utilizam o automóvel para deslocações escolares. Esse valor cresce para 62% quando são os pais a levar os filhos em idade escolar até ao estabelecimento de ensino. A utilização dos transportes públicos é referida por 34% dos pessoas, embora esse valor baixe para 29% quando os portugueses têm filhos a frequentar a escola. A deslocação a pé é mencionada por 16% dos portugueses.

Quando são os próprios inquiridos a estudar, a preferência vai para a deslocação em transporte público, 58%, enquanto 33% refere preferir o automóvel.

No entanto, e perante a crescente dificuldade de mobilidade, e com as diversas campanhas de sensibilização quanto ao excesso de utilização dos veículos automóveis, parece existir uma maior vontade em mudar o atual paradigma de transporte.

O estudo "Observador Cetelem Regresso às Aulas 2017", elaborado pela consultora Nielsen, revela que a compra de bicicletas e scooters para utilização no trajeto entre casa e o local de estudo é mencionada por 30% das pessoas (18% referem mesmo que tencionam realmente comprar essa viatura, enquanto 12% apenas levantam essa possibilidade). Quando os inquiridos têm filhos em idade escolar, cresce para 31% a intenção de compra.

No entanto, essa vontade ainda não se traduz em resultados concretos. Apesar de se verificar essa vontade de comprar bicicletas e scooters, estes são meios de transporte ainda pouco utilizados no percurso até à escola, uma vez que atualmente apenas 0,4% das famílias opta por essa solução.

O estudo tem por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os géneros e com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos.

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