O caso veio a público em junho de 2015. O filho da suspeita, um homem com cerca de 42 anos, foi resgatado da cave de uma casa na Amoreira, onde estaria "preso" há oito anos.

O alerta foi dado na sequência de supostas ameaças e agressões com armas da proprietária a vizinhos. Durante diligências ao interior da casa, a GNR de Alcabideche encontrou um homem "preso na cave, com uma porta de ferro que tinha correntes e estava fechada a cadeado". De acordo com relatos de vizinhos, a vítima não era vista há cerca de oito anos.

Maria, que tem julgamento marcado para o dia 18, por sequestro e violência doméstica, já tinha sido alvo de duas investigações, a primeira em 2003 e a segunda em 2011, exactamente pelos mesmos factos. Mas nada aconteceu, escreve a edição impressa desta segunda-feira do jornal Público.

A filha Ana, 40 anos, também vivia enclausurada em casa, mas tinha maior liberdade de movimentos.

Os progenitores são agora acusados pelo Ministério Público de sequestro agravado e violência doméstica. A casa não tinha eletricidade nem água canalizada. António dormia num colchão de espuma velho no chão, era forçado a satisfazer as necessidades fisiológicas num balde e não usava calçado.

Segundo escreve o referido jornal, a defesa de Maria descobriu que os problemas estavam sinalizados pelas autoridades muito antes de 2007 e alega agora que a mulher de 62 anos não pode ter dois processos pelos mesmos factos.

Há 13 anos, o Ministério Público de Cascais abriu um inquérito que depois arquivou após denúncia de uma técnica de serviço social na PSP do Estoril, alegando ter conhecimento que, desde “há cerca de cinco anos”, um indivíduo maior de idade seria vítima de maus tratos por parte da mãe na Amoreira.

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