É um dos maiores avanços desde o início da (já longa) investigação, noticia a imprensa internacional. 13 anos depois do desaparecimento de Maddie McCann, na Praia da Luz, no Algarve, a Metropolitan Police revela ter um novo suspeito. "Houve desenvolvimentos importantes neste caso e identificámos um presumível raptor", desvenda o inspetor Mark Cranwell num vídeo divulgado nas últimas horas. "O suspeito é um homem alemão", confidencia.

"Mede 1,82 metros e tem agora 43 anos. Tinha 30 anos na altura do desaparecimento [da menina inglesa]. É branco e louro. Tinha os cabelos bastante claros. Sabemos que tinha acesso a dois veículos. Um era um VW [Volkswagen] Campervan, modelo T3, com duas tonalidades de cor distintivas. A parte de cima era branca e a parte de baixo era amarela. Ele tinha também acesso a um Jaguar XJR, um modelo do início da década de 1990", informa Mark Cranwell.

"Esse carro tem uma cor bordô ou escura. Nós sabemos que ele estava na posse destes dois veículos [e vivia] na região na altura em que Madeleine [McCann] desapareceu. No dia 4 de maio, o dia seguinte ao desaparecimento, o título de propriedade do Jaguar foi alvo de um pedido de mudança de registo por parte do alegado raptor, que solicitou a alteração do nome do proprietário do veículo e que, segundo as autoridades, continuou ainda a residir em Portugal.

Para além dos carros, Mark Cranwell, que lançou um apelo a possíveis testemunhas, alerta ainda para dois números de telefone. "Um deles é particularmente relevante. É aquele que [o suspeito] utilizava e no qual recebeu uma chamada na noite do desaparecimento de Madeleine, o [número com indicativo português] 912 730 680, que se encontrava perto do Ocean Club, a unidade hoteleira de onde a criança desapareceu", revelou o inspetor britânico.

"O outro é o telemóvel da pessoa que ligou para o suspeito, o 916 510 683. "Tem este número de telemóvel? Sabe a quem pertence?", questiona o polícia no vídeo em que pede respostas para as perguntas que podem permitir o avanço da investigação. "Está na altura de revelarem o que sabem", refere Mark Cranwell no apelo que também foi, entretanto, divulgado pela televisão alemã. Segundo a investigação, o suspeito residiu no Algarve entre 1995 e 2007.

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