Face à propagação do coronavírus (COVID-19) e às dúvidas e preocupações das mães sobre a segurança de manter ou não o aleitamento materno, a Medela, empresa suíça com mais de 50 anos de experiência a empenhar os seus esforços para compreender as necessidades das mães e o comportamento dos bebés, compilou a informação mais recente e precisa sobre o aleitamento materno e o COVID-19, visando a segurança e a saúde, tanto da mãe como do bebé.

Deste modo, criou no seu site um Centro de Informação do COVID-19, no que diz respeito ao aleitamento materno, com o qual pretende responder às dúvidas mais frequentes daquelas mães que se perguntam como esta infeção viral as pode afetar e aos seus bebés, e que precauções devem ter.

Além disso, através dos seus perfis nas redes sociais (@medela_pt no Instagram e Medela Portugal no Facebook), os profissionais da Medela estão, a partir das suas casas, a aconselhar e a responder às dúvidas que os pais e as mães possam ter. A empresa irá atualizando esta área à medida que haja informação científica verificada e veiculada pelos canais oficiais.

Entre as dúvidas mais comuns, às quais a Medela dá resposta, estão a limpeza dos extratores de leite materno, a conveniência de amamentar se foi diagnosticado o COVID-19 à mãe ou a segurança do leite doado, entre outros tópicos.

Posso dar de mamar se me diagnosticam COVID-19?

Considerando os benefícios do aleitamento materno e do papel insignificante do leite materno na transmissão de outros vírus respiratórios, a UNICEF salienta que a mãe pode continuar a dar de mamar desde que siga todas as precauções necessárias.

Segundo a Academy of Breastfeeding Medicine (Academia de Medicina de Aleitamento Materno, ABM, pelas siglas em inglês), estudos limitados sobre mulheres em período de aleitamento materno com COVID-19, e outras infeções de coronavírus, não detetaram o vírus no leite materno.

Esta mesma instituição indica que se desconhece se as mães com COVID-19 possam transmitir o vírus pelo seu leite materno, ainda que, atualmente, a principal preocupação é se uma mãe infetada pode transmitir o vírus através das gotículas respiratórias durante o período do aleitamento materno.

As precauções para evitar transmitir o vírus ao bebé durante o aleitamento materno incluem: lavar as mãos antes de segurar o bebé e usar máscara para evitar transmitir o vírus pelas gotículas respiratórias quando se está em contacto próximo, por exemplo, a dar de mamar.

As recomendações estimulam as mães não contagiadas a alimentar os seus bebés com leite materno extraído, por isso se se utiliza uma bomba de extração de leite, é necessário lavar as mãos antes de tocar nos componentes do extrator ou do biberão e seguir as instruções de limpeza depois de cada utilização.

Quais são as diretrizes para armazenamento de leite materno se tenho COVID-19?

Segundo a ABM e a Human Milk Banking Association of North America (Associação de Bancos de Leite Humano da América do Norte, HMBANA, pelas siglas em inglês), devem seguir-se as indicações habituais para armazenar o leite materno se a extração for feita de forma limpa e segura.

Neste sentido, e dependendo de quando se irá utilizar, o leite materno pode guardar-se à temperatura ambiente, no frigorífico ou no congelador:

dados armazenamento leite materno
dados armazenamento leite materno

Cabe salientar que, se o bebé está numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) ou numa unidade de cuidados especiais, o hospital pode ter recomendações mais rígidas para a limpeza e o armazenamento.

Além disso, recomenda-se etiquetar os biberões ou os recipientes de armazenamento, indicando a quantidade e a data em que se extraiu o leite para poder manter o controlo e gerir o leite armazenado.

O meu bebé, na UCIN, pode receber leite materno doado? Isto é seguro tendo em conta o coronavírus?

Ao dia de hoje, não se sabe se as mães com COVID-19 podem transmitir o vírus através do leite materno. Os estudos, limitados, em mulheres lactantes com COVID-19 e outras infeções por coronavírus, não detetaram o vírus no leite materno. Na maioria dos países, o leite humano doado é pasteurizado e sabe-se que outros coronavírus se destroem por pasteurização. No entanto, neste momento, não há evidência para informar se o novo coronavírus (caso esteja presente) seria destruído de forma similar.

Para obter mais informação: European Milk Bank Association (Associação Europeia do Banco de Leite) e na HMBANA.

Posso utilizar um extrator hospitalar ou de aluguer se tenho COVID-19?

Segundo a ABM, as mães que têm a intenção de amamentar ou continuar amamentando, devem ser encorajadas a extrair o seu leite materno para iniciar ou manter a administração de leite. Se é possível, o hospital deve proporcionar um extrator de leite hospitalar.

Quando vão extrair o leite materno, as mães devem lavar as mãos adequadamente, antes de tocar nas peças do extrator ou no biberão, e tomar as precauções necessárias, como usar uma máscara durante, pelo menos durante 5-7 dias, até que a tosse e as secreções respiratórias melhorem significativamente.

Depois de cada sessão, todas as partes que estão em contacto com o leite materno devem lavar-se a fundo, seguindo as recomendações para uma limpeza adequada do extrator e do exterior de todo o extrator. Do mesmo modo, as garrafas de recolha de leite devem ser desinfetadas adequadamente com álcool etílico a 70% ou outro desinfetante de uso comum, que seja ativo contra o COVID-19.

Posso contagiar-me com COVID-19 por um extrator de leite contaminado?

A limpeza do serviço dos extratores de aluguer é realizada por pessoal qualificado, aplicando procedimentos standard. As bombas de extração de leite limpam-se com água e sabão e são desinfetadas antes de serem utilizadas por outra mãe. Existem muitos desinfetantes, incluído os desinfetantes hospitalares de uso comum, que são ativos contra os coronavírus.

Durante quanto tempo está vivo o Coronavírus nos extratores, kits ou acessórios?

Os cientistas descobriram que o vírus responsável pelo COVID-19 é detetável da seguinte forma:
- Em aerossóis: até 3 horas
- Sobre cobre: até 4 horas
- Sobre cartão: até 24 horas
- Sobre plástico: até 2/3 dias
- Sobre aço inoxidável: até 2/3 dias

Estou grávida. Pode o meu bebé sofrer danos por causa do COVID-19 durante a gravidez?

De acordo com os Centers for Disease Control and Prevention (Centros de Controlo e Prevenção de Doenças, CDC, pelas siglas em inglês), neste momento, não há evidência suficiente para determinar se o vírus se transmite da mãe para o bebé, durante a gravidez, ou o possível impacto que isto possa ter sobre o bebé.

É um assunto que está a ser investigado atualmente. No entanto, detetaram-se um pequeno número de problemas na gravidez ou no parto (por exemplo, no parto prematuro) em bebés de mães que tenham dado resultados positivos para COVID-19 durante a gravidez, embora não esteja claro se estes resultados estão relacionados com a infeção materna ou não.

Estou grávida. É fácil o contágio com COVID-19 em mulheres grávidas?

O Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (Colégio Real de Obstetras e Ginecologistas, RCOG, pelas siglas em inglês) afirma que, em comparação com a população em geral, as mulheres grávidas não parecem ser mais suscetíveis às consequências da infeção de COVID-19.

Contudo, as mulheres grávidas sofrem alterações nos seus corpos que podem aumentar o risco de algumas infeções.

Além disso, com vírus da mesma família do COVID-19 e outras infeções respiratórias virais, como a gripe, as mulheres demonstraram um maior risco de desenvolver doenças graves. Por esse motivo, os CDC afirmam que é sempre importante as mulheres grávidas se protejam contra qualquer doença.

Estou grávida. Como me protejo do COVID-19? Que posso fazer para evitar que a doença se propague?

As mulheres grávidas devem adotar as mesmas medidas que a população em geral para evitar a infeção. Instituições oficiais, como a OMS e a UNICEF, recomendam:

- Lavar as mãos frequente e minuciosamente com água e sabão ou desinfetante à base de álcool e evitar o contacto próximo com pessoas doentes.

- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos.

- Tossir e espirrar num lenço de papel, atirá-lo num caixote de lixo fechado e lavar as mãos, já que isto ajudará a minimizar o risco de infeção e propagação de doenças.

- Evitar dar a mão, abraçar ou beijar ao saudar as outras personas.

- Evitar o contacto próximo com pessoas doentes.

- Manter o distanciamento social ou a distância suficiente com outras pessoas.

- Permanecer em casa se está mal. Se se tem febre, tosse e dificuldade para respirar, deve-se procurar ajuda médica e ligar para o número de telefone previsto para o efeito. Assim mesmo, devem-se seguir as instruções dos profissionais sanitários locais.

Como protejo o meu bebé do COVID-19?

O leite materno é a melhor fonte de nutrição para a maioria dos bebés, y oferece proteção contra muitas doenças.

Como salientam os CDC, existe, todavia, muito desconhecimento sobre este vírus, pelo que, caso esteja grávida ou no período de aleitamento materno, é recomendável seguir as orientações dos CDC e contactar com um profissional de saúde para qualquer dúvida específica:

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou gel desinfetante à base de álcool.

- Evitar o contacto próximo com pessoas doentes (tosse e espirros).

- Limpar e desinfetar diariamente as superfícies de contacto nas zonas comuns do lar (por exemplo, mesas, cadeiras de encosto rígido, puxadores das portas, interruptores de luz, controlos remotos, pegas, secretárias, sanitas, lavatórios).

- Lavar objetos, incluindo brinquedos macios laváveis, conforme o apropriado, de acordo com as instruções do fabricante. Se possível, lave os artigos em água quente e seque-os bem.

Medela recomenda contactar um médico especialista ou especialista em aleitamento materno, se tiver dúvidas específicas.

A Medela adverte que a informação científica sobre o COVID-19 varia diariamente. Por esse motivo, a informação fornecida nesta nota de imprensa pode ser afetada por resultados de estudos científicos com outra perspetiva ou que modifiquem as afirmações recolhidas neste documento.

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