A curiosidade é o desejo de aprender. É uma vontade de explorar, descobrir e perceber como funcionam as coisas.
Quanto mais curiosa for a criança, mais aprenderá. Incentivar a curiosidade do seu filho é uma das formas mais importante de o ajudar a ser um eterno aprendiz.
Os pais e educadores não têm de “tornar” os seus filhos curiosos ou “forçar” os seus filhos a aprender.
De facto, estudos demonstram que é o desejo interno de uma criança em aprender (a sua própria curiosidade) e não a pressão externa, que a motiva a procurar novas experiências e a conduz a um maior sucesso na escola a longo prazo.
A curiosidade é algo que nasce com os bebés. Nascem com uma imensa vontade de saber como funciona o mundo:
- Um recém-nascido segue os sons, os rostos e os objectos interessantes com os olhos. - Um bebé de 8 meses abana a roca e depois leva-a à boca para ver o que este objecto consegue fazer. - Uma criança de 1-2 anos pega num banco para chegar à mesa onde está o telefone – um “brinquedo” com o qual adora brincar. - Uma criança de dois anos finge que é o homem do lixo e coloca todos os seus bonecos de peluche no cesto da roupa suja/”camião do lixo” para saber como é ser outra pessoa.
Em seguida apresentamos algumas sugestões sobre como incentivar a curiosidade natural do seu filho. Continua na próxima página

Demonstre interesse no mundo que a rodeia. Durante um passeio na rua, fale sobre as árvores, o céu, as estrelas. Também é importante permitir que a criança observe a mãe a fazer coisas pelas quais se interessa.
Siga as indicações do seu filho. Incentive os interesses naturais. As crianças aprendem muito mais através de actividades que captam a sua atenção e imaginação. Se ele gosta de música, deixe-o ouvir música com frequência, construam e toquem instrumentos em conjunto, dancem em conjunto. Se gosta de insectos, dê-lhe uma pá e uma rede. Procure livros sobre insectos que lhe possa ler.
Responda às perguntas de forma simples e clara e de acordo com o desenvolvimento do seu filho. Responderá à pergunta de onde vêm os bebés de forma diferente quando o seu filho tiver 12 ou 13 anos. Independentemente da idade da criança, pergunte sempre primeiro qual é a sua ideia antes de responder. Uma criança de 5 anos perguntou à mãe, "De onde é que eu vim?"
A mãe começou a falar precipitadamente, baralhando ansiosamente as palavras, sobre o processo reprodutivo. A criança olhou-a de forma inquisitiva e no fim perguntou "Quero dizer, eu vim de Lisboa, como o pai, ou de outro lado?"
E, se não tiver a resposta, diga-o. Permita que a criança saiba que não faz mal não ter resposta para tudo. Desta forma terá uma oportunidade de lhe mostrar como procurar as respostas. Leve a criança à biblioteca ou fale com alguém que possa saber a resposta.
Utilize a biblioteca! Faça esta excursão em conjunto. Saiba os horários dos contadores de histórias da biblioteca. Os livros são janelas abertas para todos os tipos de mundos que fazem as delícias dos mais curiosos.
As crianças que começam cedo a ter contacto com os livros tornam-se melhores leitores. Permita que a criança escolha os próprios livros.
Estudos demonstram que não é relevante se a criança prefere livros sobre ciências ou de banda desenhada, o fundamental é que o seu interesse seja capturado e que gostem de ler. Veja na próxima página mais formas de estimular a curiosidade do seu filho

Estimule o seu filho com perguntas de resposta aberta. Este tipo de perguntas não tem uma resposta certa ou errada e não podem ser respondidas com um simples “sim” ou “não”. "O que pensas sobre.....", "Como foi (esta ou aquela experiência)….", "Conta-me como foi o teu dia hoje na escola."
Este tipo de perguntas incentiva a criança a desenvolver os seus pensamentos e ideias, demonstra amor e interesse e terá assim a oportunidade de saber melhor o que vai na cabeça do seu filho.
Crie um ambiente interessante. Os bebés passam um quinto do seu tempo acordados a olhar para os que os rodeia. Têm curiosidade sobre o ambiente à sua volta.
Os quadros nas paredes e a actividade normal da família são obviamente fascinantes. Dê ao bebé objectos e brinquedos seguros que ele possa explorar. Vá renovando os brinquedos para o manter interessado.
Redireccione, não desanime. Tente perceber o que capta o interesse do seu filho, ou qual a capacidade que ele está a tentar dominar e crie uma forma segura e aceitável para que ele possa explorar à vontade.
Por exemplo, se o seu filho gosta de explorar os vasos, coloque-os fora do alcance da criança mas ofereça uma alternativa. Coloque alguma terra num recipiente de plástico para que a criança possa brincar e explorar.
Se a criança gosta de deitar água do seu copo para o chão ou para a cadeira, leve-a para a cozinha, para a banheira ou para o pátio depois de comer para que possa explorar e experimentar derramar a água sem que isso a enerve. Isto ensinará também a criança a resolver problemas, a ser criativa e a descobrir formas aceitáveis de fazer aquilo que quer.
Permita algum tempo para actividades imaginativas. Contrariamente a alguns brinquedos que foram concebidos para ser utilizados de determinada forma, materiais como caixas, blocos, água, areia, tachos e panelas, e qualquer material de arte, podem ser utilizados de forma imaginativa. Não diga à criança o que fazer nem como deverá estar no fim. Deixe que a curiosidade da criança sirva de orientação.

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