Os 43 anos que estão a chegar, tornaram Cláudio Ramos uma pessoa diferente. É com sinceridade que o apresentador confessa ao Fama ao Minuto que tem menos paciência e que é mais seletivo com as coisas, pessoas, trabalho e com as emoções. Da mesma forma afirma que atualmente é mais egoísta e que tem uma noção bem definida dos prazos, característica que o ajuda a prevenir “futuras arrelias”.

Organização? Sim, por favor!

Cláudio garante que a organização é um dos seus pontos fortes em todos os aspetos da sua vida. “Apesar dos meus horários sei que a organização é o que me faz seguir em frente, senão bloqueava. Quem acha que pode mandar os problemas para debaixo do tapete, com a desculpa de que 'amanhã é outro dia' é negligente, acima de tudo com a sua vida, mas também com quem o rodeia. A organização não está só nas gavetas da casa. Está acima de tudo nas gavetas da mente”, reflete.

Aliás, este foi um dos ensinamentos que passou no seu último livro, ‘Equilíbrio’. Embora a ideia do título não tenha partido de si, a verdade é que não poderia ter sido mais bem escolhido. “O verdadeiro equilíbrio é uma coisa que tentamos encontrar todos os dias, não existe em pleno na verdade. É como a felicidade, vem em 'espaços' de tempo. É preciso saber gerir, para depois não nos derrubarmos quando chegam as contrariedades. Podemos encontrá-la muitas vezes onde menos esperamos e nas pequenas coisas. Nas minúsculas coisas”.

Quando o amor é vida e morte ao mesmo tempo

Ora, um dos lugares onde é possível encontrar precisamente essas "minúsculas coisas" é nas relações. No seu livro, Cláudio dedica um capítulo a este tema. E se por um lado, esta foi a parte que mais gozo lhe deu escrever, por outro foi também o assunto mais difícil de abordar. “Para escrever sobre relações quando estás em ‘carne viva’ tens de ter um enorme poder de edição para não resvalares nas avaliações na narrativa”, revela. E continua: “Eu sou muito emocional, sou ansioso e trato-me por isso. E claro que aquilo que para algumas pessoas é normal, para mim não é. Somos todos diferentes, um golpe emocional é, para mim, difícil de gerir. A única pessoa culpada de algum desequilíbrio emocional somos nós mesmos. Cabe a nós tratar da nossa 'paz interior', não pode nem deve estar depositada em outro lado”.

Para o comentador, este desequilíbrio deve ser encarado da mesma maneira quando se trata de casos tão dolorosos, como as traições. “Se acontecem é por alguma razão. Descobre-se a razão. Juntam-se os cacos. E segue-se em frente. O que não faz sentido é esfregar os pés nos cacos partidos”, afirma. Quando questionado se era capaz de perdoar uma traição, Cláudio Ramos é pronto na resposta. “Claro que sim. Perdoei muitas! Traições físicas para mim são perfeitamente secundárias. A traição emocional é que é violenta. Essa é mais complicada. E essa é que é difícil de aguentar e desculpar. As pessoas devem fazer com as suas relações o que entendem. Devem ir pelo coração, não pela razão. Porque quando não há razão... o coração continua a bater. E isso é que é importante”, garante.

O futuro...

Segundo Cláudio Ramos, as reações das pessoas ao seu livro foram bastante positivas, principalmente, depois de ter dado a entrevista a Daniel Oliveira, no programa 'Alta Definição'. O apresentador partilhou com o Fama ao Minuto que as opiniões dos leitores foram tantas que até “dariam um bom livro”.

Por agora, é altura de dar atenção ao seu blogue, segundo o próprio, “único em Portugal”, e claro, à sua filha, com quem passar tempo de qualidade é uma prioridade.

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