Como surgiu esta ideia de lançar um álbum em que reúne sucessos nacionais e internacionais?
Era uma ideia já antiga. Há muito que queria gravar as canções que cantava na minha infância e adolescência, e concretizou-se agora, felizmente.
Porquê estes temas e não outros? São temas da sua preferência?
Sim, seleccionei estes com a minha editora, entre muitos outros, de acordo com o meu gosto. Primeiro escolhemos cerca de trinta, e depois fomos eliminando até chegarmos a doze.
Neste álbum ouvimos o Toy interpretar géneros que habitualmente não costuma cantar. Gostou da experiência?
Eu sempre cantei todos os géneros musicais. No programa da TVI "Tic Tac Milionário", interpretei todos os géneros musicais. E os meus êxitos conhecidos também diferem. O "Chama o António" e o " Estupidamente apaixonado" são dois estilos musicais opostos, para exemplificar.
E porquê este nome para o álbum, "Recordações"?
Porque estas canções são isso mesmo, recordações, minhas e de toda uma geração.
Interpreta neste trabalho temas de Amália Rodrigues e Tony de Matos, nomes incontornáveis da música portuguesa. Foi fácil pegar nestes clássicos e conseguir uma interpretação sua?
Quando se ama o que se faz é sempre mais fácil, e o segredo é a autenticidade com que se faz.
Acha que os seus fãs passam a conhecer um Toy mais versátil com este trabalho?
Acho que os meus fãs têm a oportunidade de me ouvir noutras nuances musicais e podem aumentar a escolha de repertório para ouvirem em determinados momentos.
Que expectativas tem em relação às vendas deste CD?
Ultrapassámos todas as expectativas logo depois do lançamento. Em três dias esgotou e, neste momento, já é disco de ouro. Espero sinceramente alcançar a platina.
O Toy é, definitivamente, um cantor romântico? É assim que se define?
Na minha opinião, todas as pessoas que vivem ligadas à arte têm que ser românticas, e, na música, isso define-se muito no tema escolhido pela maioria dos poetas, o amor. Eu considero-me um cantor/autor que gosta de fazer passar emoções através da voz e das palavras.
Várias vezes se mostrou indignado com a forma como as rádios tratam a música portuguesa. Acha que esta situação melhorou?
Acho que ainda não conseguimos eliminar os complexos em relação ao produto nacional e penso que este é um problema de formação de cada um. Existem coisas boas e más, nacionais ou não. Enquanto a música for um parente pobre da cultura portuguesa, dificilmente conseguiremos ultrapassar esse problema.
Com a crise económica a afectar o país, teme que o sector musical possa vir a ser dos mais afectados?
Claro. A música poderia ser considerada como um produto de primeira necessidade, pela sua procura a todos os níveis, mas, na verdade, o comer e o beber são muito mais importantes.
É cantor, compositor e produtor. Alguma destas actividades o preenche mais?
Cantor. O que mais gosto de fazer é cantar.
Depois de tantos anos de carreira, o que mais lhe apetece fazer?
Apetece-me encontrar autonomia para poder fazer só grandes concertos com grandes orquestras, embora saiba que, devido à dimensão do país, isso seja muito difícil.
A nível pessoal, encontrou o equilíbrio que desejava?
Sim. Tal como na arte, também na vida o amor define o equilíbrio. Quando encontramos amor, encontramos a verdadeira razão de viver.
Passar por situações emocionalmente complicadas, como o seu divórcio, ajuda-o a compor?
As situações pessoais podem ter influência na escrita mas, curiosamente, este disco não tem inéditos, talvez por coincidência. Na verdade, apetece-me escrever um novo álbum que transpareça a felicidade que me vai na alma.

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