Lili Caneças é ainda, aos 75 anos, uma das figuras mais emblemáticas do jet set português, o que faz com que sejam raros os eventos sociais de destaque em que esta não marca presença. Foi por isso sem grande estranheza que a encontrámos na gala dos Prémios E! Portugal, que, na passada quinta-feira, reuniu um vasto leque de figuras públicas.

Lili brilhou na passadeira vermelha e prendeu a atenção dos fotógrafos. Foi no local, já depois de todas as poses feitas, que a desafiámos a uma pequena conversa com o Fama Ao Minuto.

A Lili ainda considera importante marcar presença em eventos como este?

Eu adoro Portugal e Portugal não pode só estar na moda, também tem de parecer que estamos no melhor sítio do mundo. E estamos! Sou portuguesa e acho que estes acontecimentos, que premeiam os melhores do nosso país, são sempre fantásticos.

Às vezes, eu dizia ainda bem que a minha mãe morreu e que não me está a ver fazer esta triste figura

Tem feito enorme sucesso nas redes sociais, nomeadamente na sua conta oficial de Instagram. Como tem corrido esta sua aventura no mundo digital?

Eu recebo tantas propostas, tantas propostas... para falar deste produto, daquele produto, e até já me pagam bem, mas eu digo assim: 'meninos, não há dinheiro que me pague se eu não gostar'. Primeiro tenho de provar e só depois de provar vou pensar se vale a pena estar a fazer publicidade ou não. Nesta altura dos acontecimentos, já só faço o que me apetece, já só faço o que quero. Tive de fazer muitas figuras tristes, como reality shows, para ganhar dinheiro, porque precisava de ganhar dinheiro. Nunca recusei um trabalho e acho que o trabalho em qualquer circunstância, sendo ele qual for, pode fazer-se sempre com credibilidade e dar-se a volta mesmo com coisas que, às vezes, eu dizia ainda bem que a minha mãe morreu e que não me está a ver fazer esta triste figura. Eram coisas que eu percebia que não eram nada interessantes, mas que tive de fazer para ganhar dinheiro. Tinha contas para pagar

Normalmente só me insultam quando vou a corridas de touros

Hoje em dia não voltaria a participar nos programas de televisão de que fala?

Ganhei muito dinheiro, está no banco. Agora, se me roubarem o dinheiro todo do banco arranjo qualquer coisa. No problem [Não há problema]. Não me preocupa nada.

Voltando ao destaque que tem conquistado nas redes sociais. Como é que tem lidado com as críticas a que as figuras públicas estão tantas vezes sujeitas?

No Instagram é raro, normalmente só me insultam quando vou a corridas de touros. E quando vou, porque sou aficionada, o que faço é não colocar nada no Instagram. Assim já ninguém me insulta.

Não há dinheiro no mundo que me faça levantar-me cedo outra vez e com toque de despertador

Então a Lili é aficionada?

Sou, vivi em Vila Franca de Xira até aos cinco anos. Ainda eu não sabia andar e o meu pai já me levava [a corridas de touros] ao colo dele. Eu achava aquilo tudo lindo, os trajes de luzes, aqueles rituais, os cavalos, tudo isso é uma cerimónia lindíssima. Eu só via a parte estética e não pensava sequer se o touro estava a sofrer inutilmente ou não. De facto, tenho de concordar que o touro sofre e eu sou a favor dos animais. Portanto, jamais pela minha tendência passaria agora a ser aficionada, mas como comecei de pequenina, sou. Quando me apetece ir a uma corrida de touros vou, mas não coloco no Instagram e assim já não me insultam.

A Lili tem utilizado a sua conta de Instagram para dar alguns conselhos sobre jovialidade a outras pessoas da sua idade.

Acho isso super importante, eu própria estou a pensar num esquema para conseguir manter-me ativa. Mas não há dinheiro no mundo que me faça levantar-me cedo outra vez e com toque de despertador. Nem pensar, já não preciso... nem tenho tempo para gastar o dinheiro todo.

Quando estive em Cannes a única pessoa que parou o trânsito fui eu. Porquê? Porque era a única velha bonita, não estava lá a Jane Fonda

Relembre-nos então algumas das dicas que considera mais importantes?

Há imensa coisa que eu posso fazer, posso demonstrar que envelhecer não é um horror mas é uma mais-valia. Hoje sinto isso. Quando estive em Cannes como embaixadora da Magnum [evento que decorreu em paralelo com o Festival de Cinema de Cannes de 2019] a única pessoa que parou o trânsito fui eu. Porquê? Porque era a única velha bonita, não estava lá a Jane Fonda. No meio de tantas mulheres jovens eu acabava por me destacar. Nessa altura senti que ser velha era uma mais-valia e acho que é minha obrigação dizer para que não se importem de envelhecer. Se estiverem bem com vocês, com autoestima, não há problema nenhum em envelhecer. Eu gosto de ser velha, quer dizer que já cá cheguei.

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