"Amália- O Filme" foi a terceira fita mais visto na semana de estreia em Portugal. Satisfeita com esta receptividade do público?
Sim, estou muito contente com o resultado. Ainda não completámos três semanas de exibição e já estamos perto dos 100 mil espectadores, o que significa que as pessoas estão a gostar. Não há melhor promoção do que o "boca a boca".
A sua parecença física com a fadista Amália é inegável. As pessoas dizem-lhe muito isso?
Agora que sabem que interpretei a fadista, algumas pessoas conseguem ver as nossas semelhanças, embora as opiniões se dividam entre aquelas que acham que sou "tal e qual" e aquelas que acham que "dou uns ares."
Antes do casting para o filme, alguma vez se tinha apercebido dessa semelhança física?
Não.
O que mais lhe dizem os fãs da Amália quando a abordam?
Até agora só tenho tido elogios. Conheci muitas pessoas que, de alguma forma, privaram mais ou menos com Amália, e os comentários são sempre muito positivos, o que me deixa bastante tranquila e confiante.
Algumas passagens do filme foram criticadas, por supostamente não corresponderem à verdade. Como encara essas críticas?
O nosso filme teve um largo período de pesquisa, que envolveu conversas com mais de 20 pessoas próximas de Amália, documentos biográficos e entrevistas que a própria deu. Tudo isto serviu de base para os guionistas, para o realizador, para os décors, para mim, enfim, para todos os criadores do filme. A nossa intenção foi ser fiéis àquilo que foi um pouco da vida de Amália. Tudo foi tratado com muito cuidado, numa perspectiva de, uma vez mais, homenageá-la. Sendo um filme, é também uma obra de ficção mas com base em factos reais. Este é um filme sobre a perspectiva de Amália. Qualquer obra sobre ela irá ser sempre polémica.
Qual a cena que exigiu mais de si enquanto actriz?
Fazer uma personagem da adolescência até aos 64 anos é por si só muito difícil. Mas se tiver que destacar alguma idade, sem dúvida a Amália mais velha, de 50 e 64 anos. Por tudo, pela maturidade, pelo peso do corpo e também porque tinha caracterizações muito duras que me obrigavam a estar com uma atenção e concentração redobradas.
Na fase mais adiantada da vida de Amália, o processo de caracterização foi mais complexo. "Sofreu" muito com a maquilhagem e transformação diárias?
Sem dúvida. Foi muito incómodo ter que suportar horas com a cara toda coberta de silicone, e ter de representar com esse incómodo. Mas sempre fui bem tratada por toda a equipa, o que facilitou o processo.
Sente a responsabilidade de dar cara e corpo a Amália?
Claro que sim. Por isso tive uma preparação de dois meses para poder tirar dúvidas, ensaiar, ter aulas de voz e de canto. Durante as filmagens sentia que não podia relaxar, nem quando estava de folga.
Depois de fazer o filme, que imagem vai guardar da mulher e artista Amália Rodrigues?
Uma mulher que sem dúvida gostaria de ter conhecido. Fiquei com saudades dela. Uma mulher muito à frente do seu tempo, de grandes contrastes e com uma personalidade apaixonante. Um expoente da nossa cultura portuguesa.
Passou a gostar mais de fado? Ou já gostava antes do filme?
Sou lisboeta. Gosto de fado.
Qual a primeira coisa que lhe passou pela cabeça quando soube que ia ficar com o papel?
Fiquei muito contente, mas com sentimento de grande responsabilidade. A partir desse dia, Amália tornou-se uma obsessão para mim. Só me sentia bem a estudá-la, porque assim sentia que estava mais perto dela.
Já tem algum projecto novo?
Projectos tenho sempre. Alguns realizam-se outros não.

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