Prestes a ser papá pela 4ª vez...Ansioso?
Sim, está para breve. Lá em casa estamos todos ansiosos mas não temos muito tempo para desenvolver ansiedades. Temos tanta coisa para fazer que só nos intervalos é que pensamos nisso. A Anna está calma, até porque já é a terceira gravidez.
O Pedro está com uma nova novela e mais uma peça de teatro. Como vai ser a gestão familiar quando nascer o pequeno Max?
Logo se vê mas à partida tudo se resolve. Até agora não houve nenhum percalço e depois, vão haver alturas em que de certeza vamos andar mais cansados. Não tenho medo e estou muito confiante (risos). O grande salto das nossas vidas é quando somos pais pela primeira vez e aí é que a nossa vida se modifica completamente. A partir de segundo filho, é uma questão de adaptação logística de vida. Temos uma casa confortável que permite receber mais esta criança, temos apoio de uma empregada e dos pais da Ana que vivem perto de nós.
Então vai ser fácil?
Não estou a dizer que vai ser fácil. Com certeza que vai ser desgastante. Mas dado o período de crise que todos nós atravessamos, é certo que não podemos recusar ofertas de trabalho, nem queixarmo-nos de cansaço. O esforço vale a pena e há muito trabalho para fazer.
Um rapaz, depois duas meninas e agora outro rapaz. O mais velho não podia estar mais contente?
O João Francisco diz: "finalmente. Até que enfim um irmão!", que ele desejava desde o início. Se a Emma, a mais velha das meninas, tivesse nascido rapaz, era um grande companheiro para jogar futebol.
O momento do parto causa algum nervosismo para a Anna?
Não pensamos nisso. Não está nada previsto. Vivemos as coisas naturalmente. Temos vivido esta gravidez com muita tranquilidade mas agora que estamos a chegar ao momento do nascimento, já estamos um pouco ansiosos.
Já houve algum "falso alarme"?
Felizmente não (risos).
E a mala, já está pronta?
Acho que a Anna já tratou disso.
O Max tem algum presente especial?
Tem. Os irmãos...Não somos muito consumistas. Temos tudo o que precisamos. A cama vai herdar das irmãs. Normalmente, lá em casa, quem nasce é que traz um presente para os outros.
Queriam uma família numerosa e isso já têm. Vão ficar por aqui?
Nunca definimos um número para ficarmos contentes. Identificamo-nos de facto com a ideia da família numerosa, agora sustentar e criar uma família assim é bastante perigoso, sobretudo com as profissões que nós temos. Arriscámos, porque acreditamos que somos capazes mas é melhor não brincarmos muito com a sorte (risos).
São uma família tradicional?
Acho que não. Não somos casados...Digamos que cultivamos o que há de melhor na cultura sueca, a que a Anna recebeu, e da portuguesa. É dessa mistura de culturas que nasce o equilíbrio que existe na nossa família.
No carro novo, notámos que tinha uma prancha de surf. O mar é um refúgio ao stress do dia-a-dia?
O Surf é um hobby que não prescindo. Funciona como o equilíbrio para a minha vida tão preenchida. Fui educado a praticar desporto de competição, sempre de uma forma intensa ao longo da minha vida. Pratico surf desde os 12 anos e hoje é o desporto que pratico com mais regularidade. Tenho uma grande paixão pelo mar.  
E tem tempo para surfar?
Pois...Quando estou mais folgado é todos os dias. Neste período, mais complicado, queria ver se consigo ir pelos menos duas vezes.
Quanto tempo fica dentro de água?
Quando estou em forma, cerca de três horas.
O frio e a chuva não incomodam nada...
Isso não. Com o fato vestido, dentro de água, tudo isso se supera. São quentes, elásticos e flexíveis. O frio nunca é problema...
O dia então começa muito cedo para Pedro Lima?
Muito cedo mesmo. Levanto-me todos os dias antes das sete horas da manhã e deito-me entre a meia-noite e a uma. Durmo poucas horas mas quando estou a trabalhar e tenho intervalos nas cenas, encosto-me um bocadinho para descansar.
A Moda é uma página fechada na sua vida?
É uma questão que não se coloca. Durante dois anos ainda me convidaram para desfilar mas recusei tantas vezes que agora já não há convites. No meu tempo havia algum preconceito pelo facto de um manequim vir a ser actor. Nessa altura, e de forma a respeitar a classe de actores, à qual iria pertencer, cortei com a moda.
Quem são os responsáveis pelo sucesso de Pedro Lima, o actor?
Há três pessoas muito importantes na minha carreira. O Nicolau Breyner, porque foi ele que me deu a oportunidade de fazer um primeiro trabalho como actor. Foi ele que me convidou para fazer o primeiro filme, como protagonista. O António Parente, o dono da NBP na altura. E o José Eduardo Moniz, que como cliente da NBP, investiu em mim como actor da TVI.
Quais as suas maiores referências no cinema?
A Meryl Streep, é o maior actor, entre homens e mulheres. Não há ninguém ao nível dela. E nos homens, identifico-me com o Al Pacino, porque tudo o que ele faz, faz bem. Ele é genial. Em Portugal, o Nicolau Breyner, Ruy de Carvalho, Jorge Silva Melo, João Perry e a Eunice Muñoz.

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